Policial Militar e filho de 2 anos são achados mortos a tiros

Um policial militar de 39 anos e seu filho, de cerca de 2 anos, foram encontrados sem vida com ferimentos de bala na noite de segunda-feira (5), no bairro Jardim Parque Esperança, em Poços de Caldas (MG). A ocorrência foi registrada em um imóvel localizado na Rua Ana Amélia Marcante Cagnani.

A Polícia Militar foi chamada ao local inicialmente devido a um suposto desentendimento familiar. Ao chegarem à residência, os agentes conversaram com a mãe do menino. Ela contou que havia deixado a criança com o pai por volta das 16h e aguardava o retorno do filho por volta das 18h.

Sem conseguir contato telefônico com o ex-companheiro e diante do atraso, a mulher foi até a casa dele. Como ninguém atendeu aos chamados no portão, ela conseguiu acessar o imóvel com a ajuda de um vizinho, que utilizou uma escada para pular o muro.

Ao entrar na residência, a mãe encontrou o homem sobre a cama, ainda respirando. O vizinho arrombou o portão para liberar o acesso das equipes policiais. Na vistoria pelo cômodo, os militares acharam o corpo do menino caído no chão, ao lado do pai. Ambos apresentavam perfurações resultantes de tiros.

O policial foi identificado como João Carlos Gonçalves de Morais, cabo da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ele trabalhava no setor administrativo do pelotão de Vargem Grande do Sul (SP), cidade vizinha a Poços de Caldas, e integrava o 24º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I).

As apurações iniciais da Polícia Militar trabalham com a suspeita principal de que o cabo tenha atingido o filho e tirado a própria vida em seguida. Os detalhes e o contexto das mortes serão apurados no decorrer do inquérito.

Uma pistola Glock calibre .40 achada junto aos corpos foi apreendida. A perícia da Polícia Civil esteve na cena para recolher provas e periciar o local. Militares da PM de São Paulo também se deslocaram a Poços de Caldas para dar suporte à família e acompanhar os desdobramentos.

Após os trabalhos periciais, os corpos foram removidos ao Instituto Médico Legal (IML). A investigação sobre a motivação e as circunstâncias do caso fica a cargo da Polícia Civil.

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