Uma clínica neuropsiquiátrica em Alfenas (MG) foi parcialmente interditada após fiscalização identificar graves irregularidades, incluindo maus-tratos e condições insalubres. Sete pacientes foram resgatados e o médico responsável, Bahjat Mohammed Ahmed Hammad, foi preso em flagrante por suspeita de sequestro, cárcere privado e maus-tratos. Ele chegou a ser encaminhado ao presídio, mas recebeu alvará de soltura no mesmo dia.
A operação, realizada pelo Ministério Público de Minas Gerais em conjunto com órgãos de saúde, assistência social e Polícia Militar, encontrou pacientes trancados com cadeados em ambientes degradantes, alguns sem cama e expostos a fezes, urina e fiação elétrica. O Samu foi acionado para transferir os resgatados a hospitais da região.
Segundo o MP, a clínica mantinha 137 pessoas internadas, incluindo adolescentes, idosos, pessoas com deficiência e dependentes químicos. A Vigilância Sanitária determinou a interdição parcial, proibindo novas admissões.
A promotora Gisele Estela Martins Araújo destacou que a situação exige análise individual dos pacientes, com prioridade para adolescentes isolados de suas famílias. O MP informou que busca garantir atendimento adequado e retorno seguro ao convívio comunitário.






















