Lideranças do turismo debatem patrimônio cafeeiro e identidade mineira durante a Expocafé

TRÊS PONTAS (MG) – A AME Cultura participou de um importante debate durante a Expocafé, em Três Pontas, reunindo lideranças dos setores de turismo, cultura, gastronomia, hospitalidade e agronegócio de Minas Gerais. O encontro teve como foco a integração entre diferentes áreas para fortalecer o desenvolvimento sustentável, a valorização dos territórios e a preservação da identidade cultural mineira.

Entre os participantes estiveram Teresa Lemos, presidente da Fecitur-MG; Edgar Bessa, coordenador do Circuito Nacional do Café; Alex Tiso, tesoureiro da IGR Encantos de Minas; Marcos Valério Rocha, coordenador da FBHA em Minas Gerais; Cristiane Magalhães, diretora técnica da AME Cultura; Lúcio Oliveira Silva, presidente da Comissão de Direito do Agronegócio da OAB-MG; Alexandre Brandão, presidente da Abav-MG; e Fernanda Cunha, gestora da IGR Grutas e Mar de Minas.

Durante o debate, a diretora técnica da AME Cultura, Cristiane Magalhães, apresentou um dos mais relevantes movimentos culturais em desenvolvimento no estado: a mobilização para o reconhecimento da Paisagem Cultural Cafeeira de Minas Gerais como patrimônio cultural mineiro.

A proposta busca ampliar a compreensão sobre a importância do café, reconhecendo-o não apenas como uma das principais atividades econômicas do estado, mas também como um patrimônio vivo que integra história, cultura, memória, arquitetura, tradições, meio ambiente e modos de vida. A iniciativa contempla importantes regiões produtoras, como Sul de Minas, Cerrado Mineiro, Matas de Minas e Chapada de Minas.

Segundo Cristiane Magalhães, a valorização da paisagem cultural cafeeira representa um passo importante para a preservação da identidade mineira.

“Estar ao lado de lideranças tão importantes para o desenvolvimento do turismo mineiro reforça a certeza de que cultura, turismo e patrimônio precisam caminhar juntos. Minas Gerais possui uma riqueza imensa construída a partir das suas tradições, dos seus territórios e das suas histórias. Poder apresentar esse movimento em defesa da paisagem cultural cafeeira foi extremamente significativo, porque estamos falando da preservação da nossa identidade”, destacou.

Outro momento marcante da programação foi a exibição do documentário “CAFÉ PATRIMÔNIO DO BRASIL – O início da cafeicultura em Machado/MG”, produzido pela AME Cultura. O filme resgata a história da chegada e do desenvolvimento da cafeicultura em Machado e região, preservando a memória de famílias e personagens que contribuíram para a formação da cultura cafeeira no Sul de Minas.

Para a diretora da AME Cultura, o reconhecimento da paisagem cultural cafeeira também representa um compromisso com as futuras gerações.

“Quando valorizamos nossa memória e reconhecemos aquilo que construiu nossa história, fortalecemos também o turismo, a economia criativa e o sentimento de pertencimento das futuras gerações. O café faz parte da identidade de Minas Gerais e merece ser reconhecido como patrimônio cultural do nosso povo”, afirmou.

A participação da AME Cultura na Expocafé reforça o papel da instituição na preservação da memória regional e na construção de iniciativas que unem patrimônio, turismo, cultura e desenvolvimento sustentável em Minas Gerais.

Os documentos, modelos e orientações sobre o processo de reconhecimento da Paisagem Cultural Cafeeira de Minas Gerais estão disponíveis na plataforma oficial da AME Cultura. Já o documentário “CAFÉ PATRIMÔNIO DO BRASIL – O início da cafeicultura em Machado/MG” pode ser assistido gratuitamente no YouTube.

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