COVID 19 – Você tem noção de como é o sepultamento de uma vítima da Covid?

Para o sociólogo Caio Moraes, os ritos fúnebres têm uma importância simbólica. “A morte coloca em xeque o equilíbrio simbólico entre a vida e a morte. Os ritos nos ajudam a elaborar coletivamente esse rompimento de vínculos. É uma maneira de preservar a memória e restabelecer as relações que foram rompidas”, explicou.

“Se formos pensar para além da ausência de um velório, da impossibilidade de esses ritos serem cumpridos, as pessoas ficam sem referencial de como lidar com isso e a perturbação é clara”, continuou Caio.

Uma filha afirmou ainda que não pôde ver o corpo do pai. “Em nenhum momento eu vi meu pai, o que a gente viu foi um saco preto e que diziam que meu pai estava lá dentro. A minha irmã quis ver e foi uma das cenas mais marcantes da minha vida foi o caixão passando na nossa frente como se fosse qualquer outra coisa.”

“Minha irmã estava se jogando em cima do caixão, eu tendo que segurar os meus ânimos e os da minha irmã e tentar assimilar que era ali era o corpo do meu pai. Ao mesmo tempo em que ali não era o espaço, era um corredor e tinha um elevador, completou.

Para a psicóloga Fernanda Hamann, é preciso se despedir dos mortos. “O sujeito precisa que determinadas ações coletivas forneçam um contorno individual para cada um. Você poder segurar na mão de alguém, chorar junto, falar sobre a pessoa que faleceu.Então como se despedir de alguém sem contar com estas tradições coletivas? Talvez uma possibilidade possa ser a de que se procure dividir com o outro, essa dor”, concluiu.

Muitas vítimas de covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, estão morrendo em isolamento hospitalar sem família ou amigos. As visitas são proibidas porque o risco de contágio é muito alto.

Embora as autoridades de saúde digam que o vírus não pode ser transmitido postumamente, ele ainda pode sobreviver nas roupas por algumas horas. Isso significa que os cadáveres estão sendo selados imediatamente.

“Muitas famílias nos perguntam se podem ver o corpo uma última vez. Mas é proibido”, diz Massimo Mancastroppa, agente funerário.

Os mortos não podem ser enterrados com suas roupas favoritas e mais elegantes. Em vez disso, resta-lhes o sombrio anonimato de um traje hospitalar.

“Não podemos vesti-los, não podemos pentear seus cabelos, não podemos maquiá-los. Não podemos prepará-los para parecerem bonitos e em paz. É muito triste.”

É esse tipo de sepultamento que você quer para você, para um familiar seu ou para um amigo?

Tenho certeza que não!!!

Então cuide de você, cuide de seus familiares e amigos, pois depende sim de você!!! 

Vale ressaltar que a Prefeitura Municipal não tem autonomia sobre a classificação dos óbitos suspeitos de COVID-19 no município, que são de responsabilidade dos médicos do hospital, que obrigatoriamente devem atender as determinações do Ministério da Saúde quanto ao manejo de corpos e outros procedimentos.
A não realização de velório e todos os procedimentos estipulados do sepultamento seguem as mesmas normas e determinações utilizadas em todas as cidades do Brasil e do mundo.

Conheçam as determinações do Ministério da SaúdeCLIQUE AQUI

Lamentamos as perdas pela COVID, nossos sinceros sentimentos de pesar às famílias enlutadas, mas vamos nos unir para que as medidas de segurança sejam respeitadas em nossa cidade!!

Depende sim de você, de mim e de nós!!!

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