Comenda Nonô e Naná será entrega à 17 artistas

No dia 08 de novembro, às 19h, a Câmara Municipal de Pouso Alegre irá realizar a entrega da Comenda Nonô e Naná.

A Comenda é um reconhecimento ao talento de artistas criada no ano de 2014, quando cada vereador tem a oportunidade de indicar um artista ou um grupo das seguintes modalidades: música, dança, pintura, escultura, arquitetura, teatro, literatura, cinema e fotografia.

Confira os homenageados de 2018:

Adelson do Hospital – Simone Aparecida de Mello Rodrigues (Palhaça Marmelada)

Adriano da Farmácia – Paulo Vitor

André Prado – Davi de Miranda Bernardo

Arlindo da Motta Paes – Jô Faria

Bruno Dias – Ademir Pereira Coutinho

Campanha – Flávio e Luciano

Dito Barbosa – Bandeirante

Dr. Edson – Samba Brazucas

Leandro Morais – Fernando Silva Ramos

Odair Quincote – Marcelo Henrique

Oliveira Altair – Chloe

Professora Mariléia – Ávila Galhano

Rafael Aboláfio – Paulo Oliveira

Rodrigo Modesto – Tenente Geraldo de Paula Moreira

Wilson Tadeu Lopes – Maria Stela da Fonseca Nogueira

Mesa Diretora – Leandro Damasceno

Mesa Diretora – Júnia de Deus

Conheça a história de Nonô e Naná, dupla que dá nome à comenda:

Alcides Felisbino Basílio (Nonô Basílio) nasceu em Formiga, no estado de Minas Gerais, no dia 22 de novembro de 1922 e faleceu em São Paulo/SP no dia 01 de julho de 1997.

Começou a compor com 16 anos de idade. Veio para São Paulo em 1950, mas antes residiu em São João Del Rei, Lamos e Rio de Janeiro.

O encontro com Naná (Maria de Lourdes Batista de Souza, nascida em Divinópolis, no estado de Minas Gerais, no dia 19 de agosto de 1934) ocorreu lá mesmo em Formiga, quando ela fazia teatro amador e Nonô formava dupla com seu irmão Dudu: era a dupla “Irmãos Basílio”. Mas Naná surgiu em sua vida, casaram-se em 1953 e já no ano seguinte nascia o duo Nonô e Naná.

Foi com 12 anos de idade que Alcides adotou o pseudônimo de Nonô Basílio e, nessa época, já se apresentava com os “Irmãos Azevedo”, que faziam sucesso na emissora de rádio de Formiga. E Maria de Lourdes, a Naná, apresentava-se num teatro amador local, ao passo que Nonô cuidava da parte musical do mesmo.

Antes de formar a dupla com Naná, Nonô Basílio seguiu para São João D’el Rey/MG em 1946, onde estudou instrumentos de sopro na Corporação Musical Teófilo Otoni. Em seguida, Nonô seguiu para a capital paulista, onde tentou formar dupla com seu irmão Dudu Basílio que no entanto desistiu e decidiu retornar para Formiga.

Foi em 1950 que Nonô conheceu o trio “Luizinho, Limeira e Zezinha” na Rádio Tupi de São Paulo. E eles gravaram em 1951 o corrido “Cantando Sempre” (Nonô Basílio e Mauro Pires).

Nonô Basílio passou então a ter suas composições gravadas por Luizinho, Limeira e Zezinha, Palmeira e Biá e também Jeca Mineiro e Mineirinho.

E foi com Jeca Mineiro e Lúcio Sampaio que Nonô Basílio formou o Trio “Seresteiros do Sul” que se apresentou com sucesso na Rádio Cultura de São Paulo.

E, em 1953, celebrou-se o casamento de Alcides com Maria de Lourdes.

Desfeito o “Trio Seresteiros do Sul”, Nonô voltou a se dedicar à sua antiga profissão que era a de alfaiate. Junto com Maria de Lourdes, costumava cantar nas horas vagas.

Cascatinha, além de ter sido padrinho de casamento, foi também padrinho artístico de Nonô e Naná, porque foi ele que levou os dois para as primeiras gravações, os primeiros programas de rádio. Foi assim que nasceu a dupla “Nonô e Naná”.

Nonô e Naná gravaram o primeiro disco em 1957 na Todamérica, gravadora que era dirigida pelo Cascatinha.

Também continuaram com as apresentações em circos e teatros das cidades do interior.

Ao longo da carreira gravaram um total de 09 discos de 78 rpm e 11 LP’s. Em 1996, Nonô e Naná gravaram o último disco da dupla: “Nossa Última Lembrança”. Por essa época, Naná apresentava problemas na voz (desde 1980).

Nonô Basílio faleceu no ano seguinte à gravação do CD.

Em 1971, Nonô e Naná participaram do filme “No Rancho Fundo”, de Osvaldo de Oliveira.

Calcula-se que Nonô Basílio tenha mais de 1000 composições, às quais foram gravadas pelos mais variados artistas. Foi compositor, cantor e diretor artístico, tendo trabalhado inclusive na apresentação do programa “Viola Minha Viola”, da TV Cultura de São Paulo, em 1980, ao lado de Moraes Sarmento. Naná faleceu em janeiro de 2002.

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