UM CACHORRO CHAMADO FUZIL A.R. 15

Sandro Mendes

Sandro Mendes

 Por Sandro Mendes (jornalista e publicitário formado pela PUC de Belo Horizonte)  

Meses atrás ganhei um cachorro que destrói tudo o que vê pela frente: rasga o sofá, derruba a TV, morde o tapete, destrói os enfeites etc. É uma cãofusão danada. Devido ao seu alto poder destruidor, coloquei o nome no bicho de Fuzil A.R. 15.   Minha mulher, Poliana, queria estrangular o cachorro e por isso fui obrigado a doar o A.R. 15 para o Bernardo, um amigo que mora em Itaúna.            

Uma semana depois da doação o cachorro apareceu lá em casa de novo. Tinha fugido de Itaúna, andado cerca de 300 km e voltado até minha casa com a cara mais lambida do mundo.                     

Já não suportávamos mais aquele destruidor de lares. Peguei então o A.R. 15 e o doei para o Collodoro, outro amigo que mora em São Paulo. Passaram-se duas semanas e o danado do cachorro conseguiu novamente achar o caminho até minha casa. Quase tive um colapso ao vê-lo.                                                                            

Eu sabia que os cães têm um senso de direção apurado, praticamente um radar, mas o A.R. 15 tinha na verdade uma mira telescópica apontando diretamente para a minha casa. E não errava nunca.                                                                                   

Então doei o A.R. 15 para o Rafael, outro amigo que tem uma casa em Orlando, nos Estados Unidos e que o levou para lá. Passou-se uma semana. Passaram-se duas semanas. Passaram-se três semanas e nada. Pensei que finalmente eu estaria livre do cachorro.

Então recebi um email inesperado:                                                                      

– Amigão, o Estados Unidos é muito longe. E ainda tem a América Central e a Amazônia para eu atravessar. Por isso estou voltando de avião. Chego ao meio-dia. Me espere no aeroporto de Varginha. Ass: Seu querido cão, Fuzil A.R. 15.

Frases do dia:   * O melhor amigo do homem é o cachorro. O melhor amigo da mulher é o cartão de crédito.                                                                                                                                      * Alguns animais domésticos nunca terminam o que começaram. Eu não sou como eles. A minha filosofia é: “Nunca começar nada.” (Garfield, o gato)

            ESTA COLUNA É PATROCINADA POR:oferecimento-parceria

Sobre Giácomo Costanti

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