Reflexões Diárias por Nivaldo Galdino – O perdão

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O perdão

Você tem alguém a quem precisa perdoar? O perdão não é um sentimento, embora produza sentimentos. O perdão não é apenas uma condição, embora condicione a um bem estar. Perdão é uma decisão, e você precisa decidir. Você quer perdoar? Quando negamos o perdão a alguém, negamos a graça de Deus de fluir através de nossas vidas. Quando decidimos liberá-lo, matamos os temas como ilustração, pois quem diz que perdoou apenas porque aceitou o culpado, mas lembra a ele de seu erro sempre que ele erre, então, não perdoou, apenas o aprisionou a si.

O perdão não nos faz esquecer do que aconteceu, não tira a nossa memória dos fatos, mas tira a emoção deles, bem como tira o motivo da falta de perdão como argumento contra a vida de alguém. Ficar sem perdoar é como segurar uma brasa nas mãos: quem se prejudica não é o ofensor, mas sim quem retém o perdão.

Claro que cada ofensa é singular, e só quem foi ofendido sabe na realidade o quanto doeu e o quanto dói quando o fato vem à tona, mas se você tem a intenção de perdoar, é preciso que você decida. Não se pode deixar o tempo passar, esperando que ele cure as feridas provocadas. É como uma doença, só tem grande chance de cura quando tratada no começo. O próprio Jesus mandou perdoar até 70×7 o mesmo indivíduo por dia, pois o perdão se originou em Deus. Mas se você perdoa, não pode trazer à tona a multidão dos erros. Se assim for, melhor é não dizer que perdoou. Se perdoar não se tornar um privilégio, então ninguém perdoa.

Quem perdoa desiste voluntariamente de certos direitos. Não exige reparação pela mágoa que sofreu. Não acerta as contas. Nesse momento a pessoa sai do mundo do ressentimento e entra no mundo da misericórdia, sentindo-se feliz em oferecer uma chance ao ofensor para que amadureça. Quem é ofendido acredita que está cheio de direitos, mas o grande desafio do perdão é desistir de acusar ou de reter a memória como raiva contra o ofensor, porém quem perdoa não esquece.

Perdoar não é esquecer, deixar o tempo sarar, esperar mudar de ideia, fazer as pazes, apenas dizer “eu perdoo”, pois quem ama padece, porque o amor tudo sofre. Para perdoar, seja realista, lembre-se de que também foi perdoado por alguém, abra mão de seus direitos, pronuncie o erro para que o perdoado saiba do que ele está sendo perdoado. Perdoar é reatar relacionamentos, reconciliar, ajudar e recuperar que te ofendeu, devolver a confiança perdida, restaurar a ordem e a harmonia, ser autêntico ao expressar as reações, não levantar mais a questão,viver um novo relacionamento e liberar a graça sobre o ofensor. Mas ninguém é obrigado a ficar com ninguém mesmo depois de perdoar. Até para que duas pessoas se separem é primordial que se perdoem. No entanto, se decidem continuar juntos, então, que o tema da ofensa não volte nunca mais.

Esta decisão é um ato de fé e não de emoção, pois, se olharmos para a nossa emoção, não perdoamos ninguém. Assim como a fé gera o perdão, o perdão em si gera a emoção e a sensação do dever cumprido e de estar bem com Deus. A fé olha para o perdão que se recebe de Deus todos os dias e faz-nos praticar o perdão como decisão de graça e como privilégio. Somente quem considera que é um privilégio perdoar é que de fato perdoa de coração.

Ao decidirmos perdoar, subimos um calvário onde crucificaremos a ofensa, matando a ocasião que nos magoou e fazemos ressurgir uma nova história de vida e, ao final, receberemos a graça de Deus em nossos corações, pois se você libera a graça sobre a vida de alguém, é sinal que ela passou primeiro pela sua vida. (inspirado na Revista Discipulado, CPAD, lição 07 “O Discípulo e o Perdão” e no texto de apoio de Caio Fábio, ministrada por Nivaldo Galdino). Ótima semana para você!Oferecimento nexus

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