Secretária envolvida em ‘aumento de bumbum’ pode ser afastada do cargo

Prefeitura de Itaú de Minas teria pago cirurgia de R$ 2,9 mil para moradora.

Câmara vai abrir CEI para afastar funcionária que assinou repasse.

A Câmara de Vereadores de Itaú de Minas (MG) vai abrir uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para pedir o afastamento da secretária de Saúde Elda Teixeira Pereira. Em 2012, ela teria assinado o repasse de R$ 2,9 mil da Secretaria para pagar uma cirurgia de estética para aumento dos glúteos de uma moradora do município. O caso é investigado pela Promotoria do Patrimônio Público de Pratápolis (MG)

A secretária de Saúde não quis se pronunciar sobre o assunto. Ela disse apenas que, na época, a nota chegou com um relatório médico e aval da assistência social. No entanto, o documento da prefeitura não especifica o tipo de tratamento. Elda já prestou depoimento ao Ministério Público.oferecimento_renovar

A paciente que foi beneficiada com a cirurgia foi procurada, mas não foi encontrada. A verba foi liberada na gestão do ex-prefeito Jorge Lopes de Moraes, que também não foi encontrado. Ele é suspeito de gastar dinheiro público em uma boate de Brasília (DF) durante uma reunião de municípios, quando ainda era prefeito. Moraes e o chefe de gabinete na época teriam gasto, em um dia, R$ 649 com alimentação.

O caso
De acordo com a assessoria de imprensa do Ministério Publico de Minas Gerais, a denúncia do uso do dinheiro público da Secretaria de Saúde para pagar a cirurgia de estética para aumento dos glúteos foi feita por um morador de Itaú de Minas e recebida no dia 15 de março deste ano. Desde então, um inquérito civil foi aberto para a investigação.

O levantamento aponta que uma moradora da cidade teria recebido R$ 2,9 mil da Secretaria de Saúde para custear parte do procedimento estético realizado novembro de 2012 em uma clínica de Ribeirão Preto (SP). Segundo a investigação, o repasse teria sido assinado pela atual secretária de Saúde de Itaú de Minas, Elda Teixeira Pereira, em 2012, ainda na administração passada.

A nota de empenho do Ministério Público aponta que o procedimento foi justificado nas contas da prefeitura como “ajuda financeira para tratamento de saúde de paciente”. Há informações de que o pagamento foi realizado em cheque e depositado na conta da paciente em dezembro do último ano. 

A cirurgia plástica para aumento do bumbum teria custado R$ 9,7 mil, segundo atestado de saúde assinado pelo médico responsável pelo procedimento. Nesta fase, o Ministério Público ouve as pessoas envolvidas e analisa documentos pedidos à Secretaria de Saúde.

Ainda de acordo com o Ministério Público, o uso do dinheiro público para fins particulares e estéticos é crime. Caso haja indícios de que o dinheiro foi gasto de forma ilegal, a pessoa responsável pela autorização da liberação dos recursos pode ser responsabilizada e ter que ressarcir os cofres públicos. Dependendo da gravidade da denúncia, pode existir uma ação de improbidade administrativa e a suspensão dos direitos políticos dos responsáveis.

Sobre Giácomo Costanti

Email: contato@valeindependente.com.br
Esse post foi publicado em Justiça. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s