Polícia Civil aponta que residência na zona rural de Pedralva foi invadida na madrugada da última quarta-feira (28). Investigações apontam envolvimento de familiares e indicam que crime pode ter sido motivado por dívidas
A comunidade de Pedralva, no Sul de Minas Gerais, ficou abalada, na madrugada de última quarta-feira (28 de outubro de 2026). Zilda Villas Boas, de 84 anos, foi morta durante um violento assalto à sua residência, localizada no bairro Pitangueiras, na zona rural do município.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil avançaram rapidamente e resultaram na prisão de vários suspeitos, incluindo um sobrinho da vítima.
O crime
De acordo com as informações apuradas, a idosa estava na companhia de outros dois homens, de 91 e 67 anos, quando o imóvel foi invadido por criminosos. Os três idosos foram rendidos, amarrados e brutalmente agredidos durante a ação violenta.
A principal linha de investigação aponta que os criminosos buscavam por uma quantia em dinheiro que, segundo boatos que circulavam pela região, a vítima guardaria em casa. No entanto, os bandidos acabaram fugindo levando apenas dois aparelhos celulares.
Em meio ao terror do assalto, um dos homens conseguiu se soltar, escapar do local e pedir socorro. Quando a Polícia Militar chegou à residência, encontrou Dona Zilda já sem vida, apresentando uma lesão na cabeça. Os outros dois idosos receberam atendimento médico imediato no local, sendo que um deles precisou ser encaminhado a um hospital da região.
Prisões e desdobramentos
O cerco aos suspeitos começou a se fechar com a análise de imagens de câmeras de segurança e a verificação de mensagens no celular do próprio investigado. Em flagrante, um sobrinho da vítima, de 37 anos, foi preso por suspeita de participação no planejamento do crime.
Motivação sob investigação: A Polícia Civil apura a hipótese de que o sobrinho possuísse uma dívida de aproximadamente R$ 20 mil, o que teria motivado a ideação do assalto. A informação, contudo, ainda está sob apuração formal.
Numa operação conjunta entre as polícias civis de Minas Gerais e de São Paulo, outros dois suspeitos foram presos no estado paulista. Com eles, as autoridades apreenderam cerca de R$ 5 mil em dinheiro, um aparelho celular pertencente a uma das vítimas e um documento possivelmente ligado à família.
Além deles, a participação de uma mulher de 49 anos e de outros possíveis envolvidos continua sendo rigorosamente apurada pelas autoridades de segurança pública.
Próximos passos
O caso foi registrado e é tratado como latrocínio (roubo seguido de morte). A Polícia Civil segue mobilizada para esclarecer o grau de participação de cada um dos suspeitos, confirmar a real motivação do crime e localizar eventuais foragidos.



















