Uma fêmea de jacaré-do-papo-amarelo vivia no parque desde filhote e era uma das principais atrações da reserva. Corpo do animal será empalhado para integrar o acervo do 1º Museu de História Natural do município
A comunidade de Pouso Alegre, no Sul de Minas, se despede de um dos seus habitantes mais ilustres e simbólicos. Uma fêmea de jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris), que habitava o Horto Florestal há cerca de 25 anos, morreu nesta quarta-feira (21). De acordo com a Prefeitura Municipal, a morte do animal ocorreu por causas naturais.
Com 2,25 metros de comprimento e pesando 69 quilos, a réptil era uma das grandes atrações do parque ecoturístico e acompanhou de perto as transformações do espaço ao longo de mais de duas décadas.
Uma história de resgate e vida livre
A trajetória da fêmea no local começou no final dos anos 1990, quando ela chegou ao Horto ainda filhote, acompanhada de um macho da mesma espécie. Na época em que o local funcionava como zoológico, o casal foi abandonado. Após serem resgatados pela equipe ambiental, os dois répteis ganharam uma nova chance e passaram a viver livremente no ecossistema ao redor do lago central.
Ao longo do tempo, o casal de jacarés se adaptou perfeitamente ao habitat, tornando-se o grande símbolo da fauna do parque. A presença dos animais encantou gerações de visitantes, moradores e turismos da região.
Com a partida da parceira, o jacaré macho continua no Horto Florestal, onde divide o espaço com capivaras, aves nativas e outras espécies que compõem a biodiversidade local. Na natureza, a expectativa de vida do jacaré-do-papo-amarelo pode chegar a cerca de 50 anos.
Memória preservada no 1º Museu de História Natural
A história da jacaré não se encerrará com sua morte. A Prefeitura informou que o corpo do animal passará pelo processo de taxidermia (técnica popularmente conhecida como empalhamento) para ser preservado de forma permanente.
Ela passará a fazer parte do acervo do primeiro Museu de História Natural de Pouso Alegre, projeto em desenvolvimento para valorizar, educar e apresentar a riqueza da fauna e flora regionais. Dessa forma, o animal continuará cumprindo um importante papel educacional e científico para as futuras gerações.




















