A casinha simples à beira do rio… agora está em silêncio

Ali, no Barro Branco, onde tantas histórias nasceram, onde a prosa nunca tinha hora para acabar e a simplicidade era a maior riqueza, hoje resta um vazio impossível de explicar.
Aquela pequena casa de tijolos, cercada pelo verde e embalada pelo som das águas do rio, perdeu o seu maior tesouro. Jorjão, o Véio do Rio, partiu.

Quem passava por ali sabia que encontraria um sorriso sincero, uma palavra amiga, uma boa história de pescador e um coração que nunca negava acolhimento. Jorjão não era apenas um morador do Barro Branco. Era parte da paisagem, da memória e da alma daquele lugar.

Hoje a porta permanece fechada, o quintal parece mais triste, e até o vento parece soprar mais devagar. Os cães ainda esperam… como se acreditassem que, a qualquer momento, ele voltará para chamá-los pelo nome.

Mas há pessoas que nunca vão embora de verdade.

Elas permanecem nas lembranças, nas histórias contadas entre amigos, nas margens do rio que tanto amaram e no coração de todos que tiveram o privilégio de conhecê-las.
Adeus, Jorjão, o Véio do Rio.

A casinha ficou vazia, mas a sua história jamais será esquecida. O Barro Branco perdeu um de seus maiores símbolos, e Santa Rita do Sapucaí se despede de um homem simples, humilde e gigante em humanidade.

Que Deus o receba de braços abertos e conforte todos os familiares e amigos.

O rio continuará correndo… mas levará para sempre a lembrança daquele que fez de suas margens o cenário de uma vida digna, honesta e inesquecível.

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