A Polícia Federal, em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou nesta quinta-feira (7) uma ofensiva nacional para desmontar uma organização criminosa que usava créditos fiscais falsos para quitar dívidas de empresas e prefeituras.
Dimensão da ação
- 69 mandados de busca e apreensão
- 10 prisões
- Operações realizadas em 17 cidades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão
O esquema envolvia advogados, consultores e servidores públicos, causando prejuízo estimado em R$ 770 milhões aos cofres da União.
Operações simultâneas
- Consulesa (Fase 2): 29 buscas e 4 prisões em Belo Horizonte, Contagem, Nova Lima e São Paulo. Desvios de até R$ 670 milhões. Justiça determinou afastamento de servidores e bloqueio de bens.
- Títulos Podres: 40 buscas e 6 prisões em cidades como Pouso Alegre, Osasco e São José dos Campos. Prejuízo adicional de R$ 100 milhões.
Alvos e resultados
- Pelo menos 10 advogados estão entre os investigados.
- Em Pouso Alegre, foram cumpridos mandados contra lideranças e operadores financeiros.
- A Justiça Federal ordenou o congelamento de R$ 32 milhões em contas e patrimônios.
Estrutura do grupo
Segundo a PF, a organização era altamente profissional, dividia funções e usava empresas de fachada, procurações eletrônicas e contas de terceiros para ocultar o rastro das operações ilícitas.
O objetivo agora é preservar provas, identificar clientes beneficiados e recuperar valores desviados, garantindo a arrecadação pública e a concorrência justa entre empresas.





















