Gato Lelo retorna à Biblioteca Municipal de Guaxupé depois de 17 dias

O Gato Lelo, felino que colocou Guaxupé nos holofotes da imprensa nacional nos últimos dias, retornou para o lar, a Biblioteca Municipal Iracema Elias. O retorno do gato aconteceu na manhã desta sexta-feira(15) e foi acompanhado por várias pessoas, entre elas o diretor de Cultura de Guaxupé, Cassiano Silva; o veterinário da prefeitura e membro do Conselho Municipal de Bem-Estar Animal (COMBEA), Marcelo Pedrosa e da autônoma Gisele Cunha, que estava cuidando do gato temporariamente.

Segundo Marcelo Pedrosa, os gatos possuem perfil territorialista. “Houveram algumas reclamações e o governo achou por bem dar um lar temporário ou até mesmo definitivo para que este animal pudesse ter um tutor que cuidasse dele e não tivesse esse incômodo aos usuários da biblioteca. Mas diante de toda essa aclamação popular, o município entendeu que o melhor era devolver o gato até porque é um animal adulto que está há anos vivendo na biblioteca e os felinos, principalmente os adultos, são animais territorialistas, de difícil convivência”, disse.

A situação do gato foi debatida na noite dessa quinta-feira(14) pelo COMBEA. Seis dos 10 membros votaram pelo retorno do gato á biblioteca. Na quarta-feira(13) o Conselho Municipal de Cultura também debateu o caso, mas definiu de que fosse cumprida a legislação sobre o tema. Em Guaxupé, a lei municipal nº 1.909 de 2009 proíbe a permanência de animais em prédios públicos. Mas defensores de Lelo usam como argumento de que uma lei estadual garante os cuidados aos animais comunitários.

A lei em questão é a de nº 23.863 de 2021 que prevê que “é assegurado a qualquer cidadão o direito de fornecer, nos espaços públicos, na forma e na quantidade adequadas ao bem-estar animal, alimento e água aos animais em situação de rua, inclusive aos cães e gatos comunitários”. O parágrafo único do artigo também traz: “é vedado a particular e a agente do poder público impedir o exercício do direito previsto no caput, sob pena de se configurarem maus-tratos e de se aplicarem as penalidades cabíveis”.

Ainda de acordo com Marcelo, o gato Lelo possui boa saúde, o que não traz riscos aos usuários da biblioteca.

lelo

O Gato

Como de se esperar pelo comportamento dos felinos, assim que foi solto, Lelo logo saiu de perto dos humanos que estavam na Biblioteca. Andou pela cozinha, voltou para a sala principal onde estão as prateleiras com livros e em seguida foi para a casa ao lado, onde vivia com os antigos tutores que o abandonaram em 2018. Ficou cheirando flores em uma floreira até se assustar com a presença da jornalista do Portal da Cidade e correr para dentro da loja de roupas que era sua antiga casa.

Lelo começou a ser cuidado por funcionários da biblioteca depois de ser abandonado pelo antigo tutores que tinham uma loja de aluguel de trajes de festa ao lado da repartição.

Desde 2018, Lelo mora no local e à noite dorme na varanda dos fundos do prédio. Até que em maio deste ano um frequentador questionou o secretário de Cultura sobre a permanência do gato no local. E foi aí que Lelo ficou no centro de uma polêmica que repercutiu nacionalmente.

Apesar de ser o protagonista desta história, Lelo continuou com o temperamento que se espera de um gato: indiferente às questões humanas.

E se você quiser conhecer o Lelo, ou o acervo com mais de 20 mil exemplares de livros, a Biblioteca Municipal Iracema Elias fica na Rua Tiradentes, nº 19. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira das 08h às 16h30.

 Portal da Cidade

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