Fica Lelo: população se mobiliza para manter gato em biblioteca pública

Usuários das redes sociais têm se mobilizado para pedir que a prefeitura de Guaxupé, não tire da Biblioteca Pública um antigo morador: o gato Lelo. Um relato de uma frequentadora do local viralizou na internet após contar a história do animal. O gatinho, que vive na varanda do espaço há anos e é alimentado e cuidado por funcionários, teria sido expulso de sua “casa” pela administração do município.

img20220708155212destaqueBlog

“E a prefeitura da minha cidade (Guaxupé/MG) que autorizou a retirada de um gato que vivia há mais de 7 anos na biblioteca municipal. Ele é castrado, vacinado, alimentado diariamente por todos os funcionários, extremamente dócil e não oferecia perigo algum”, escreveu Isabelle Simões em seu perfil no Twitter.

Segundo o auxiliar da Biblioteca Municipal Professora Iracema Elias, Rodrigo Ferreira de Souza, Lelo chegou ao local há quatro anos, em 2018, quando seu tutor original se mudou para outra cidade. Ele diz que o gato é dócil, se afeiçoou aos frequentadores e dormia na varanda do edifício. No entanto, Rodrigo afirma que, há alguns meses, a prefeitura comunicou os funcionários que teria recebido uma reclamação sobre a presença do animal, dizendo que ele representava “um risco à saúde por ter acesso à rua”.

“Foi pedido que não deixássemos ele entrar mais na casa. Mas isso é praticamente impossível quando se trata de um gato que já se apegou a um ambiente depois de quatro anos. O que decidimos fazer foi impedir o Lelo de subir em mesas e cadeiras, ou seja, locais de uso mais direto de quem frequenta a biblioteca”, afirma.

Mesmo assim, conforme Rodrigo, as reclamações continuaram e a administração teria decidido dar um ultimato: ou algum dos funcionários adotava o gato, ou a Vigilância Sanitária do município o retiraria do espaço. Ele chegou a tentar levar Lelo para sua casa, mas diz que ele não se deu bem com os outros gatos que tem e fugiu, assustado.

Lar temporário

Três dias depois, Rodrigo o encontrou, sem comer. Uma colega que também trabalhava perto da biblioteca e convivia com o gatinho, decidiu acolhê-lo em sua casa temporariamente.

“O Lelinho está lá no meu quarto, dorme na minha cama comigo, mas está estressado e triste, porque tem que ficar fechado lá. Tenho outros gatos e um cachorro e ele continua assustado e não está se adaptando. Peguei para não deixar ele desamparado, tenho medo de que fique na rua. O Lelo está sentindo falta do lugar dele”, afirma a estudante Gisele Cunha.

Gisele diz que, inicialmente, foi procurada por uma representante do município e deixou claro que não se tratava de uma adoção, mas de um lar temporário. A prefeitura de Guaxupé foi procurada pela reportagem por telefone e por e-mail, mas não se manifestou até a publicação do texto. O espaço está aberto.

TV Minas

Familia Ferreira ofere

Esse post foi publicado em Geral. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s