Defesa descarta perdão do rei tailandês, mas diz que há esperança de indulto

Advogados que compõem a linha de defesa de Mary Hellen Coelho Silva, a pouso-alegrense presa na Tailândia por tráfico internacional de drogas, descartaram a possibilidade de um “perdão real” à jovem.

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Após a notícia da condenação à pena de 9 anos e seis meses no país asiático, a defesa pensou logo em se mobilizar para conseguir o perdão do rei tailandês no próximo mês de junho, data do seu aniversário e quando são tradicionalmente perdoadas pessoas sentenciadas, após análise de seus crimes e que se enquadram nos requisitos para obtenção do benefício.

A possibilidade do perdão real, conforme a defesa divulgou horas depois, não se enquadra no caso de Mary Hellen. A pouso-alegrense teria que cumprir pelo menos 1/3 da pena imposta, suscetível ainda a um bom comportamento.

O advogado Telêmaco Marrace, um dos juristas à frente do caso, comentou que “uma nova regra após as mudanças legislativas na Tailândia define que os sentenciados nesse momento atual devem cumprir a obrigação de pelo menos um terço de sua sentença de prisão de acordo com o que foi definido pelo tribunal, antes de encaixarem nos requisitos para pedirem o perdão real”.

Mas segundo o advogado, ainda há esperança para atenuar a pena de Mary Hellen. Seria por meio de um indulto, apesar de que nos últimos dois anos esse benefício seja raro, concedido apenas a quatro sentenciados. Sobre essa possibilidade, Marrace comentou: “Mas anima em saber que no pedido de indulto real é obrigado a considerar os antecedentes de cada solicitante do perdão real, bem como a natureza do crime pelo qual foram condenados e sua pena de prisão. Nesse ponto reafirmo que Mary Hellen tem bons antecedentes e poderia se encaixar, pois ainda pesa a pouca idade e a forma de aliciamento, por ser de família de vulnerabilidade financeira no Brasil e alvo fácil de ser convencida”, disse o advogado.

A PRISÃO DE MARY HELLEN

A pouso-alegrense Mary Hellen Coelho Silva, de 22 anos, foi flagrada com dois outros brasileiros ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, em Bangkok, capital da Tailândia, num domingo (13 de fevereiro/22). Eles haviam saído do Brasil pelo aeroporto de Curitiba (PR).

Comunicados de autoridades tailandesas à imprensa informaram que foram apreendidos com os brasileiros 15,5 quilos de cocaína, com valor equivalente a cerca de R$ 7,5 milhões. As drogas estavam nas malas de cada um deles. Mary Hellen e um amigo, de 27 anos, chegaram em um voo. Outro rapaz, de 24, chegou em um outro voo, horas depois, e também foi preso.

Funcionários do aeroporto da Tailândia desconfiaram de itens mostrados no raio-X e as três malas levadas pela jovem de Pouso Alegre e o amigo foram revistadas. Foram encontrados 9 quilos de cocaína em um compartimento oculto. Mais tarde, o outro paranaense, de 24 anos, foi preso com 6,5 quilos de cocaína em duas malas.

A prisão teve repercussão nacional diante das penas severas aplicadas em países do continente Asiático, para punir os crimes de tráfico de drogas. Em alguns casos e na maioria dos países daquele continente, chegam à pena de morte, como aconteceu com outros dois brasileiros presos anteriormente por crime similar.

TV Minas

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