Minas Gerais tem o segundo maior número de mulheres donas de negócios

Apesar do contingente de 771 mil empreendedoras, pandemia provocou queda no percentual de mulheres à frente de empresas 

Das 8,6 milhões de mulheres donas de negócios no Brasil, 9% são mineiras. Com 771,4 mil empreendedoras, Minas Gerais só perde para São Paulo (1,9 milhões) em número de mulheres no comando dos negócios. É o que mostra um levantamento do Sebrae feita com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) referente ao terceiro trimestre de 2020.  

Apesar da quantidade expressiva de mulheres à frente de alguma atividade empreendedora, em Minas Gerais, elas representam 29% dos donos de negócios. “Com a pandemia houve queda de 3% no percentual da participação de mulheres mineiras donas de negócios, em relação ao último trimestre de 2019. Mesmo assim, diante de tantas dificuldades e incertezas, a maioria delas se mostrou valente e persistente em manter seus negócios abertos, gerando emprego, renda, e, sobretudo, sendo independentes e protagonistas de suas histórias”, contextualiza o Superintendente do Sebrae Minas, Afonso Maria Rocha.  

De acordo com o estudo, em 2020, a maior parte das mineiras donas de negócios trabalhava por conta própria e 44% eram chefes de família. “Além de estarem no comando das empresas, muitas vezes, elas sustentam financeiramente a família e são responsáveis pela principal ou a única renda da casa”, explica Rocha.  

Ainda em relação ao perfil de mulheres donas de negócios em Minas Gerais, mais da metade (53%) tem até 44 anos e 33% são formadas em curso superior. O levantamento também mostrou que 29% das empreendedoras mineiras estão no mercado há menos de dois anos, porém a maioria (63%) fatura até 1 salário mínimo e 39% trabalham mais de 40 horas por semana em seus negócios.  

“Infelizmente, as mulheres empreendedoras ganham menos que os homens não só em Minas, essa também é uma realidade do restante do Brasil. Enquanto, 46% dos donos de negócios o país têm um rendimento mensal médio até R$ 1.100,00, o percentual de mulheres nesta situação é 15% maior, ou seja, 61% das donas de negócios ganham até 1 salário mínimo”,  conta o Superintendente do Sebrae Minas.  

Mesmo ganhando menos, as empreendedoras mineiras são importantes geradoras de emprego e renda, já que 16% são empregadoras, dessas 77% têm entre uma e cinco funcionários.  

Já sobre a atuação dessas mulheres no mercado, mais de metade (55%) têm um empreendimento ligado ao setor de serviços, dessas 25% estão em atividades de alojamentos (hotéis, pousadas e meios de hospedagens em geral) e alimentação (bares, restaurantes, produção e venda de comida). 

As mineiras também estão no comando de negócios dos setores de comércio (22%) e indústria (17%). Já o agronegócio (5%) e a construção (0,2%) são as áreas que há uma menor proporção de empreendedoras atuantes. “Porém, a cada ano percebemos que mais mulheres estão no comando de negócios em segmentos dominados por homens, e mesmo enfrentando preconceitos e rompendo estereótipos, elas têm ganhado o reconhecimento tanto de clientes como também de seus concorrentes. A verdade é que lugar de mulher é onde ela quer estar”, enfatiza Afonso Maria Rocha.  

Apoio para empreender  

E é pela força e importância do empreendedorismo feminino na economia do estado, que o Sebrae Minas criou o projeto Sebrae Delas. Em dois anos, iniciativa já capacitou mais de 500 mulheres em todas as regiões do estado. Para mais informações acesse o Instagram do projeto @Delas.Minas. 

Dados PNADC/2020 – Minas Gerais  

  • Do total de donos de negócios no estado, 29% são mulheres, correspondendo a 771.410 empreendedoras 
  • 33% das donas de negócios tem curso superior 
  • 44% são chefes de domicílios  
  • 63% ganham até 1 salário mínimo  
  • 16% são empregadoras, dessas 77% empregam entre 1 a 5 funcionários 
  • 87% trabalham por conta própria  
  • 39% trabalham mais de 40h por semana  
  • 29% estão a menos de dois anos no mercado  
  • 55% estão no setor de serviços, 22% de comércio, 5% no agro e 0,2% na construção  

ASCOM SEBRAE MINAS

                   

                          

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