Trabalhadores e empresários do setor metalúrgico celebram negociação coletiva

Diálogo traz equilíbrio entre garantias trabalhistas e economia diante do cenário atual

Diálogo e a transparência marcaram a negociação coletiva dos trabalhadores da indústria metalúrgica de Minas Gerais para o período de 2020/2021. Um dos maiores acordos do país, que envolve um contingente de 200 mil trabalhadores, quatro mil empresas, distribuídas em 150 cidades mineiras, foi conduzido pela FIEMG, que representou os sindicatos empresariais do setor, e as quatro maiores centrais sindicais do país, representadas pela Federação Estadual dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FEM/CUT), Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (FITMetal/CTB) e Federação dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas Mecânicas de Material Elétrico do Estado de Minas Gerais (Femetalminas). A Central Sindical e Popular Conlutas ainda está em negociação.

“Foi uma conversa intensa, pois realizamos cerca de 15 reuniões para fechar o acordo. Essa assinatura é prova da maturidade do relacionamento entre empresários e trabalhadores, de maneira em que mantemos o emprego, as garantias trabalhistas já conquistadas, mas entendendo também o momento econômico atual, com muito equilíbrio”, explicou o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Flávio Roscoe.

As novidades vão ao encontro da modernização das relações de trabalho, como a regulamentação sobre o teletrabalho, suprindo lacunas legais geradas neste cenário de pandemia. O ponto alternativo poderá ser feito por meio de georreferenciamento, aplicativos de celular, biometria ou mesmo link enviado por e-mail ao trabalhador, dentro outros. Houve também a flexibilização do período para férias, que agora pode ser dividido em três períodos de 10 dias.

“Preservar a saúde dos trabalhadores e os empregos foi a nossa prioridade. Chegamos a um acordo que ficou bom para os trabalhadores, mas que também contribui para a sustentação financeira das empresas com segurança jurídica para os dois lados”, explicou Marco Antônio de Jesus, presidente da FEM/CUT.

Marcelino Rocha, presidente da FITMetal/CTB, conta que a negociação pacifica as relações trabalhistas. “É de grande importância, na conjuntura atual, manter os direitos já conquistados pela categoria, que são superiores aos previstos pela legislação brasileira”, destaca Rocha.

Representando a Femetalminas, ligada à Força Sindical, o presidente Ernane Geraldo Dias está otimista. “Houve uma arrancada da indústria e esperamos ter boas notícias a partir de agora. Há cinco meses não imaginávamos conseguir essa convenção de forma a manter o que já adquirimos. É um ganho ter a manutenção de tudo o que já lutamos”, enfatizou Dias.

ASCOM FIEMG

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