Ministro visita Instituto de Telecomunicações que transforma conhecimento em riquezas

Marcos Pontes esteve no Instituto Nacional de Telecomunicações em Santa Rita do Sapucaí onde conheceu laboratórios e protótipos que viraram produtos

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes visitou na manhã desta sexta-feira (14) o Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel) em Santa Rita do Sapucaí.

O ministro foi conhecer de perto laboratórios da instituição responsáveis pela transferência de tecnologia de pesquisas com protótipos que, depois de correções e ajustes, são transformados em produtos e incorporados no dia a dia de toda a população. Mas para que tudo isso seja possível é necessário o investimento, primeiro na formação de mão de obra qualificada e depois verbas para que as pesquisas e estudos gerem produtos e riquezas para o desenvolvimento do país. O Inatel é um bom exemplo de instituição que contribui para a qualificação profissional no Brasil.

“Há 55 anos o Inatel se dedica à formação de jovens engenheiros no intuito de oferecer para o mercado brasileiro mão de obra qualificada. O apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) é fundamental neste processo porque durante as nossas parcerias focamos em usar os recursos adequadamente no intuito de desenvolver soluções que são transformadas em produtos que beneficiam a população brasileira, a nossa economia local, regional e nacional e permite que os nossos conhecimentos sejam transformados em riquezas para o país”, destacou o diretor do Instituto, Carlos Nazareth.

A segunda parte que trata do investimento nas pesquisa e estudos, neste caso, ficou por conta do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) agência do MCTI, e da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep). empresa pública do MCTI.

“O CNPq teve um papel fundamental no Inatel concedendo bolsas por meio da Chamada para Jovens Pesquisadores. Nossos engenheiros desenvolveram protótipos de antenas e, somado à interação com uma empresa local de Santa Rita do Sapucaí (MG), foi possível a criação de não apenas uma antena, mas um portfólio delas. Algumas dessas antenas que foram criadas aqui já são comercializadas no Brasil e no exterior”, revelou o coordenador do Laboratório de Comunicações Ópticas do Intel, e bolsista do CNPq, Arismar Cerqueira Sodré Junior.

Além de incentivos do CNPq, Cerqueira destacou, que o projeto também recebeu verbas da Finep, da Capes e do governo de Minas por meio da Fapemig. Na visita ao Laboratório, Cerqueira apresentou ao ministro o projeto de pesquisa do Centro de Referência em Radiocomunicações (CRR). “Temos aqui um sinal de 5G já operando numa velocidade muito superior à que temos atualmente no 4G. E também um sistema 6G  de “visible light communication” que no futuro por volta de 2030 será usado tanto para iluminação quanto para a internet”, explicou.

Presente na comitiva do ministro, o deputado federal, Bilac Pinto (DEM/MG) destacou a importância da parceria entre vários setores e o Congresso Nacional. “Na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados nós trabalhamos com o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com a Lei do Bem, Lei da Informática possibilitando por meio de diversos órgãos do MCTI como o CNPq e a Finep, aportar os recursos para prover o desenvolvimento de produtos para o mercado. É onde nós vamos encontrar o caminho de melhores perspectivas para o país”, destacou.

Ao final da visita, o ministro Marcos Pontes ressaltou semelhanças entre a missão do MCTI e o que ele pode observar no Intel. “É impossível um país se desenvolver sem uma educação forte, com investimentos em ciência, tecnologia e inovações. E aqui no Inatel vimos um reflexo de tudo isso que eu tento pregar e colocar, que faz parte da missão do ministério, que é produzir conhecimentos, produzir riquezas para o país por meio de produtos, serviços e empresas de tecnologia e contribuir para uma melhor qualidade de vida das pessoas”, destacou o ministro.

Inatel na vanguarda das pesquisas em 5G e 6G

Em dezembro de 2019, o Inatel criou o Projeto Brasil 6G, apoiado pelo governo federal para o início das pesquisas em 6G no país. O projeto tem parceria com o 6G Flagship Project, da Universidade de Oulu, na Finlândia, que lidera as pesquisas em 6G no mundo. Os trabalhos já desenvolvidos no Inatel na área foram apresentados em eventos internacionais sobre a futura geração de comunicação móvel nesse primeiro semestre e também resultaram no primeiro workshop brasileiro de 6G.

As pesquisas em 6G são uma continuidade do trabalho iniciado em 2015, quando Inatel criou o Centro de Referência em Radiocomunicações – CRR para o desenvolvimento de pesquisas, treinamentos, soluções e patentes para a quinta geração de comunicação móvel – 5G. Entre as inovações apresentadas pelo Inatel, está o transceptor para redes 5G, premiado internacionalmente e que resultou na primeira transmissão nacional em quinta geração realizada pelo Inatel em Brasília, em 2017.
O Inatel

O instituto é a primeira escola de Engenharia de Telecomunicações do Brasil e, ao longo de 55 anos, contribuiu com o desenvolvimento tecnológico do país, com a formação de mais de 10 mil profissionais, além de pesquisas e inovações de relevância internacional, com a cooperação do governo federal por meio do MCTI e parcerias com empresas nacionais e multinacionais.

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