Governador Romeu Zema anuncia criação de 800 leitos para combater o coronavírus

Hospital de campanha que será erguido em Belo Horizonte atenderá pacientes de alta complexidade

Governo de Minas dará início, nesta quarta-feira (25/3), à construção de um hospital de campanha no Expominas, em Belo Horizonte. Serão oferecidos 800 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) destinados ao enfrentamento do novo coronavírus. A informação foi divulgada pelo governador Romeu Zema em coletiva de imprensa transmitida ao vivo nesta terça-feira (24/3).

“Como o Expomimas está com a sua atividade interrompida, vamos aproveitar um galpão de 18 mil metros quadrados, climatizado e um pé-direito adequado para darmos início, a partir de amanhã, à construção de um hospital de campanha. Além disso, ainda temos a previsão de ofertarmos mais 100 leitos de alta complexidade em uma área anexa”, explicou.

Pela manhã, além do Expominas, o governador vistoriou o Hospital Mário Penna nesta terça-feira. A unidade hospitalar conta, atualmente, com uma área desativada e que pode ser utilizada com a mesma finalidade. “A forma mais fácil de adicionarmos novos leitos ao Sistema de Saúde é utilizarmos estruturas já preparadas, mas que se encontram ociosas”, disse.

O governador ressaltou que outros leitos serão ampliados em hospitais no interior. A Polícia Militar começou a contatar prefeituras para ter um panorama de onde podem ser erguidos hospitais de campanha ou ampliados leitos em unidades já existentes. Uberlândia, Juiz de Fora, Barbacena e Divinópolis são municípios que apresentam potencial. Hoje, o SUS opera com cerca de 2 mil leitos em Minas. Metade desses estarão vagos com o cancelamento das cirurgias eletivas.

Doação

Durante a coletiva, o governador Romeu Zema anunciou que já está disponível um link site www.mg.gov.br com informações para pessoas físicas e jurídicas que desejam fazer doações de material e recursos financeiros. “Estamos recebendo muita solidariedade de empresas, entidades e pessoas que gostariam de fazer contribuições para combatermos a pandemia em Minas Gerais. Por meio deste link os interessados terão todas as informações necessárias”, explicou.

Fotos: Pedro Gontijo / Imprensa MG

Turismo

Outra informação divulgada foi em relação à cadeia do turismo. A partir desta terça-feira (24/3) micro e pequenas empresas que compõem o setor terão condições de financiamento facilitadas pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG).

Os juros iniciais da linha de crédito caem de 7% ao ano (+ INPC) para 5% ao ano (+ INPC). Já o prazo de carência dobrou, passando de seis meses para 12 meses, com pagamento em até 48 meses.

Podem solicitar o crédito empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões e pertencentes a uma das mais de 90 atividades econômicas da cadeia do turismo, incluindo empresas de hospedagens, bares e restaurantes, transporte e agências de turismo, até negócios de produções artísticas, de teatro e dança, animação de festas, infraestrutura de eventos e aluguel de equipamentos.

Mas o governador adiantou que já está em estudo pelo BDMG a criação de linhas de créditos para empresas de todos os portes e que atuam nas demais áreas da economia. “É uma resposta do banco às empresas que estão sendo afetadas pela crise”, explicou.

ICMS

Um dado alarmante apresentado por Zema durante o pronunciamento foi em relação à previsão de queda da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) com o impacto do novo coronavírus na economia mineira. Estima-se que a retração será de R$ 7,5 bilhões em 2020.

“A perda que estimávamos de R$ 2,5 bilhões pode atingir uma cifra três vezes maior, caso essa previsão pessimista se confirme. Isso nos deixa extremamente preocupados. A Secretaria de Estado de Fazenda (SEF) já está atenta às medidas que poderão ser adotadas para nos adaptarmos a este novo cenário”, relatou.

Presente à coletiva, o secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Otto Levy, chamou atenção para a dimensão do problema. “Nós estamos falando de duas folhas de pagamento do Estado. Significa que a economia de Minas perderá duas folhas até o final do ano”, enfatizou.

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