“Nunca se falou ou cobrou tanto de uma gestão municipal, sobre alagamentos de ruas na nossa cidade como vem sendo cobrado da atual gestão. Porém temos que analisar alguns fatos, entre eles que essas áreas já alagam com chuvas fortes há décadas, não surgiu de poucos anos atrás.
Hoje estamos sendo cobrados pela natureza por invadir área que era dela.
O maior erro foi deixar a cidade crescer na “calha” do rio Sapucaí.
O que é calha do rio? É a área de “domínio” do rio em seu período de cheia. A calha do rio Sapucaí foi “medida” na primeira grande enchente da cidade no final da década de 60. A calha ficou definida como até a antiga Estamparia Santarritense, hoje a empresa Fênix, na outra margem até onde se encontra hoje o monumento de Santa Rita no trevo da BR 459. Há de lembrar também que na década de 60 havia um “vazio” entre a margem do Rio Sapucaí até a então Estação Ferroviária e também que naquela margem havia uma “prainha” quase no nível do rio e hoje?
Há uma grande área de aterro onde está o bairro Família Andrade, ou seja criou se uma barreira daquele lado para cheias do velho Rio Sapucaí!
Já na outra margem aqui do lado do centro as gestões passadas aprovaram loteamentos sem uma análise de impacto, aprovaram de qualquer forma.
A maioria dessa área está no mesmo nível que o Rio Sapucaí, não há caída suficiente para vazão de água da chuva.
Naquela época da década de 60 onde hoje estão os bairros Maristela e Fernandes, eram conhecidos por várzea, por que será?
Simples eram áreas naturais para se “parar” água, ou seja, áreas alagadas ou alagáveis! Aí vieram e aterraram nas, porém as então galerias pluviais ficaram praticamente no mesmo nível do rio, não tendo então caídas suficientes para que as águas pluviais escoassem de forma rápida e eficaz. Acrescenta se aí ainda, o lixo que se jogam nas ruas, nos terrenos baldios que vão para os bueiros e galerias, dificultando ainda mais o escoamento das águas.
Em breve uma nova galeria será feita, o projeto já foi aprovado aí acredito que deverá ajudar um pouco.
Porém me preocupa na época de cheia do Rio Sapucaí, pois poderá ser mais uma porta de entrada para as águas das enchentes do rio entrarem para a cidade.
Se cada um que passou pela prefeitura tivesse feito um pouco, hoje não estaria assim…
Todos nós somos culpados por isso hoje…
Quem autorizou lotear, quem vendeu e assim vai…
Agora chegou a conta!!!”
Giácomo Costanti – Secretário Municipal de Transporte Trânsito e Mobilidade Urbana























Parabéns pelo texto, disse tudo!!!
Muito bom, assim como quem também invade e constrói em morros, depois quer culpar o poder público. Somos todos responsáveis por nossos atos.
Verdade. Boa matéria. Mas não podemos esquecer que a culpa por alagamentos, desmoronamentos, ruas cheias, etc.. não é da chuva. A chuva sempre existiu e sempre existirá. A culpa é nossa, jogamos lixo nas ruas, jogamos lixo pela janela do carro, construimos em barrancos, em margens de córregos, nas margens do rio, na faixa de domínio municipal, estadual e federal. Depois passamos o problema para o poder público. Se bem que o poder público deveria ter fiscalizado, não aprovado os projetos, e, assim resolvendo o problema no início. Mas vemos que não há interesse…perde-se votos. A natureza está simplesmente cobrando a parte dela. A propósito: a defesa civil deveria trabalhar preventivamente. Fiscalizando a construção de barracos, construção em locais impróprios e outros. Outros pontos a observar:
A Copasa e a Cemig precisam de endereço e número para efetuar ligações de água e luz, quem fornece? A Prefeitura. Vide a beira rio no prolongamento da rua do queima.