Alca – Filme “Feios, sujos e malvados” revela uma Roma pobre e pouco conhecida

Roma, a “Cidade Eterna”, dispensa comentários. Roteiro turístico quase que obrigatório para qualquer visitante do planeta. Um pensador francês, Regis Debray, qualifica Roma como a capital política do mundo ocidental-contemporâneo (as outras capitais: Atenas – a capital humanista e Jerusalém – a capital teológica) e cineastas italianos sempre a filmaram com uma película essencialmente grandiosa, majestosa, imponente. Roberto Rosselini, Federico Fellini e Michelangelo Antonioni, por exemplo, nunca disfarçaram sua admiração pela cidade.

O “milionário” Giacinto (de gravata) e sua numerosa família em “Feios, sujos e malvados”, filme de 1976. (Foto: Reprodução).

Mas o longa que a sessão “Cinema Alca” exibe neste sábado mostra uma Roma não exatamente glamourosa. O filme “Feios, sujos e malvados”, do também italiano Ettore Scola, conta com debochado humor uma faceta pouco conhecida da capital do país da bota. O ator Nino Manfredi conduz uma família de numerosos filhos, esposa, mãe e amante numa trama de intrigas e pequenos gestos de desonestidade e trapaça. Uma sátira, sem dúvida, com uma nada requintada crítica a uma realidade pouco conhecida quando se fala na Europa ou de suas cidades mais celebradas. A sessão de cinema da Alca – Academia de Letras, Ciências e Artes de Santa Rita do Sapucaí começa às 19h no Auditório Aureliano Chaves no Inatel. A entrada é gratuita.
O cineasta Ettore Scola formou-se em direito e também trabalhou como jornalista e radialista. Seu filme mais conhecido é “O baile”, de 1983. Roteiro mais que original e curioso por não conter nenhum diálogo. Seu primeiro filme chama-se “Fala-se de mulheres” de 1964. A última película filmou em 2013: “Que estranho chamar-se Federico”. Em quase 50 anos de uma prolífica carreira produziu 39 filmes. Venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes como melhor diretor por “Feios, sujos e malvados”. Também como melhor diretor, venceu o Prêmio César (francês) com “O baile”. Nasceu em 10 de maio de 1931 e faleceu em 19 de janeiro de 2016.
Saturnino Manfredi ou “Nino Manfredi” foi um ator italiano que atuou na tevê e no cinema. No teatro, trabalhou com Vittorio Gassman e Tino Buazzelli. Formou-se em direito, mas nunca exerceu a profissão. Participou de incontáveis filmes e episódios para televisão, a maioria comédias. Também compôs trilhas sonoras e dirigiu alguns filmes. Sua estreia no cinema foi em 1949 com “Monastero di Santa Chiara”. “La luz prodigiosa”, de 2003, foi seu último filme.  Nasceu em 1921 e faleceu em 2004. 
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Uma resposta para Alca – Filme “Feios, sujos e malvados” revela uma Roma pobre e pouco conhecida

  1. Evandro Carvalho disse:

    Muito obrigado!

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