Mulheres de fibra, mulheres que lutam

“Mulheres de fibra, mulheres que lutam” foi a temática da programação em comemoração ao Dia Internacional da Mulher (08/03), que contou com a palestra proferida pela Juíza de direito Érika Silveira de Moraes Brandão, na Câmara Municipal de Paraisópolis.
A mesa foi composta pela vice-prefeita Maria Creuza Costa; pela presidente da Câmara Maura Lúcia dos Santos; pela primeira dama Isabel Cristina de Lima; pela secretária municipal de Educação Edilene Maria Gusmão; pela supervisora do CRAS Carmem Lúcia dos Santos; pela presidente da ACIP Maria Zuleika Santana; pela presidente do Lions Clube de Paraisópolis Adriana T. B. Correa e pela Juíza de Direto da Comarca de Socorro (SP) Érica Silveira de Moraes Brandão
Iniciando a palestra a Juíza, que é natural de Paraisópolis, e que reside em Bragança Paulista (SP), agradeceu a oportunidade em poder homenagear todas as mulheres de sua cidade natal e lembrou, com carinho, de sua infância e adolescência. “Passei os melhores e mais felizes anos de minha vida aqui, naquela época da infância e adolescência que nos marcam e moldam para sempre”.
Dra. Érika foi aluna na Escola Municipal Bueno de Paiva e em 1983 formou-se no magistério no Colégio Santa Ângela. Em mais de 22 anos de carreira, a juíza lembrou do preconceito que também sofreu, no início da Magistratura, pelo simples fato de ser mulher.
“Sempre digo para qualquer mulher que queira seguir carreira, seja na Magistratura ou em qualquer outra atividade, que o necessário, sempre, é mostrar a força de vontade, determinação e dedicação, pois competência não tem a ver com gênero masculino e feminino”, afirmou a juíza.
Em relação à Lei Maria da Penha, a juíza Érika mostrou aspectos positivos e negativos. Baseada em estatísticas, a juíza disse que a Lei não reduziu a morte de mulheres por violência e que também muitas mulheres têm usado a lei como forma de vingança e retaliação.


De acordo com a juíza, as principais vítimas são mulheres entre 20 e 29 anos, negras e de baixa escolaridade. Sete em cada 10 mulheres são mortas por maridos e companheiros, 41% das mortes acontecem dentro de casa, sendo que 57% das agressões ocorrem após o término de relacionamento. Para a juíza, esse triste quadro pode ser revertido com a Educação.
Dra. Érika lembrou que a lei Maria da Penha também atende homens que são agredidos pelas esposas ou companheiras.
Encerrando a palestra a juíza leu uma frase, que segundo ela, sempre a direcionou nos momentos mais difíceis de sua carreira. “Só vale a pena viver quando se tem um ideal pelo qual vale a pena morrer!”.
Após a palestra, o Departamento Municipal de Cultural homenageou a mãe da palestrante Sra. Olívia Moraes, a juíza Érika e a mãe do prefeito Sra. Virgínia Barros. Em seguida foi oferecido um coquetel a todos os presentes.

Texto e fotos: Tatiane Cambraia

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