Caetano Lacerda é de Juruaia
De tempos em tempos a literatura mundial lança escritores que fogem dos padrões convencionais. Seja pela história ou pela linguagem, homens e mulheres em torno do mundo tornam-se profícuos em escrever obras diferentes e chocantes. E, muitas vezes, pela originalidade, demoram a ser reconhecidos como artistas na acepção mais nobre da palavra. Thomas Mann, James Joyce, Virginia Woolf e Franz Kakfa são alguns desses escritores que chocaram o mundo com suas palavras. No Brasil, podemos citar Machado de Assis. Em comum, esses autores ajudaram a moldar o estilo literário moderno e romperam com os padrões estéticos vigentes.
Pois esses escritores ajudaram, também, a moldar a personalidade de um menino nascido no auge da tecnologia pós-moderna. Em 1998, o celular móvel, por exemplo, tornava-se popular; e a internet já começava a definir os comportamentos de uma nova geração. E mesmo em meio a parafernálias mil, Caetano Lacerda, hoje com 15 anos, sempre manteve uma postura fora dos modelos dos meninos de sua época. Recluso, quieto, observador. Os livros sempre foram suas companhias preferidas. Um misantropo moderno.
“É uma característica muito pessoal viver recluso, amar a solidão, ser demasiado sensível e estar sempre afastado das outras pessoas”, comenta Lacerda. Natural um adolescente antissocial e amante da literatura moderna se enveredar pela magia da escrita. O papel e as palavras tornam-se um mundo pessoal e infinitamente íntimo. Onírico e misantropo. Eis os verbetes que traduzem o adolescente/escritor Caetano Lacerda.
Sua primeira obra – Um Breve Momento – não tem um gênero específico. “Eu diria que este livro não possui, de fato, um gênero especial. Talvez a definição mais aproximada seja romance experimental, pois Um Breve Momento foge às regras narrativas e apresenta uma história confusa e, por vezes, quase incompreensível”, explica Lacerda.
O livro é, sem dúvida, autobiográfico. O personagem é um misantropo e vive em um mundo onírico e o tempo da narrativa é indefinido. “Na obra, o tempo é algo impreciso, incerto. Provavelmente, tudo ocorre nos dias atuais, mas a sequência temporal é quase imperceptível. Eu quis mostrar com esse livro que um breve momento pode durar um segundo ou toda a eternidade”, explica.
Narrado através de um ponto de vista incerto, Um Breve Momento conta a história de um homem extraordinário dentro da sua ordinariedade. Esse homem carrega consigo um incessante sofrimento, pois percebe que é obrigado a viver com outros seres humanos. Mergulhado em paixões efêmeras e delírios oníricos, ele vive na dualidade de ser um humanista antissocial. Após uma tentativa fracassada de interação social, encontra-se com algumas pessoas que prometem responder a todas as suas perguntas. Mas, ao descobrir manuscritos de origem incerta, que o levam aos mais terríveis labirintos mentais, ele chega à questão principal de sua vida: vale a pena achar as respostas de suas indagações, ou a beleza da dúvida lhe oferece uma existência plena?
Assim como o personagem do livro, a linguagem é uma extensão da história. Lacerda não segue as convencionais regras de pontuação, repete quase que incessantemente certas palavras e ideias. “Pois assim é a vida: complexa, contraditória, confusa. Então que seja também assim a arte”, explica.
A breve descrição do livro mostra que Caetano Lacerda, definitivamente, é um adolescente apenas na cronologia. Sua alma revela profundidade e uma tristeza que chocam. “Um Breve Momento é, sem dúvida, um livro autobiográfico, no sentido em que as coisas descritas nele revelam aquilo que eu vejo, penso e sinto – muito mais do que o que eu faço”.
A maturidade é uma característica marcante em Lacerda. E ele se mostra um realista quanto ao futuro. “Com este livro pretendo iniciar oficialmente minha vida como escritor. Não espero já grande reconhecimento – mas seria certamente muito bom que ele ocorresse agora. Minhas pretensões futuras são construir uma linguagem muito pessoal e original; e contar histórias nunca antes pensadas, de maneiras novas e diferentes de como foram feitas anteriormente. E, assim, num futuro mais distante – daqui a duzentos ou trezentos anos – ser reconhecido, assim como Goethe, Dostoievski, Mann, Joyce e Machado de Assis hoje o são”, finaliza.
Noite de Autógrafos
O livro Um Breve Momento será lançado no dia 11 de outubro, às 21h, no Cine 14 Bis, em Guaxupé, MG. Em breve, o livro será disponibilizado para compras através da internet. E o escritor já acerta participações em eventos literários para divulgar sua primeira obra.





















Analfabetos agora estão virando escritor. E analfabetos estão comprando o livro do analfabeto escritor. Enfim, os analfabetos se entendem e se dão prêmios entre sí. E outros analfabetos aplaudem e publicam no jornal o grande feito dos analfabetos. Afinal estamos no mundo onde pessoas que não pensam tem programas de tv; pessoas que vomitam pela boca são chamados de “cantores”; pastores com ensino médio e um ódio visceral são chamado de religiosos; onde crianças são adulterizadas.
No Brasil onde as pessoas estão sem referencias políticas, religiosas e artísticas e esportivas. Quem fala mais alto mesmo que sejam palavras boçais pronunciadas em alta vóz, serão chamados de pessoas extraordinárias.
Adeus grandes escritores, grandes músicos, grandes pensadores……..eu também espero morrer, a tecnologia avança, a ciência avança e o ser humano fica para trás vegetando e se achando o máximo sem nada a oferecer…repetindo o que outros fizeram mas sem nada de sí mesmo para mostrar. Fim de papo.