Delegado suspeito de matar jovem é expulso da Polícia Civil

Exoneração é por irregularidades em registros de veículos na Grande BH.

Demissão foi publicada no Diário Oficial ontem quarta-feira (16).

O delegado da Polícia Civil Geraldo Amaral Toledo Neto, suspeito de matar uma adolescente de 17 anos, foi exonerado do cargo. A demissão foi publicada no Diário Oficial ontem quarta-feira (16).

Apesar da acusação de homicídio, a decisão da corregedoria da Polícia Civil foi baseada na confirmação do envolvimento dele no registro e licenciamento de duas motocicletas com motores e chassis adulterados, entre os anos de 2005 e 2007.

Na época, Neto era o delegado titular do Detran de Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Ele está preso suspeito de matar a ex-namorada em abril deste ano.

Prisão por quadrilha

De acordo com polícia, ele havia sido preso, em abril de 2011, suspeito de fazer parte de uma quadrilha que roubava caminhões e falsificava documentos. Antes, em janeiro de 2011, foi denunciado pelo Ministério Público por prevaricação, que é quando um funcionário público comete desvio de conduta.oferecimento-clean-clar02

Ainda de acordo com as investigações, em 2007, ele foi indiciado por receptação de veículo roubado e formação de quadrilha. Na época, o delegado foi levado para a casa de custódia da Polícia Civil na capital.

O crime
Segundo a Polícia Militar, uma testemunha viu os dois discutindo dentro de um carro e, depois, um veículo, com as mesmas características deixou a adolescente, baleada na cabeça, em uma unidade de pronto-atendimento de Ouro Preto. Ainda de acordo com a polícia, o motorista não se identificou e apenas disse que a moça teria tentado suicídio e foi embora. O crime aconteceu no dia 14 de abril. A adolescente morreu no hospital em junho deste ano.

A Polícia Civil informou que, em março deste ano, ele foi indiciado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente por ter agredido a jovem. Ainda segundo a corporação, o caso é investigado pela Corregedoria-Geral, e a perícia criminal já efetuou exame residual na adolescente para confirmar se foi ela quem disparou a arma.

Sobre Giácomo Costanti

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