Prefeito recebe representantes do movimento “Basta Itajubá”

Em Itajubá, o prefeito recebeu três representantes do Movimento Basta Itajubá para um diálogo franco sobre as manifestações ocorridas recentemente na cidade. O grupo apresentou ao prefeito uma pauta de reivindicações apurada junto à sociedade itajubense. image006

Antes de entrar na pauta da reunião, o prefeito explicou aos jovens que reconhece como legítimo o movimento Basta Itajubá. São iniciativas como a de vocês que oxigenam a política nacional, o próprio partido em que sou filiado desde que iniciei na política, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB, que nasceu da luta pela redemocratização do país”, salientou. 
O prefeito também fez um alerta aos representantes do Basta sobre o risco da presença de oportunistas políticos que aparecem no momento das manifestações para atacar legendas adversárias. Ressaltou ainda que só não concorda com o radicalismo. “Não deixem que uma minoria radical faça prevalecer suas opiniões; a política é feita de diálogo e não de força, a imposição é coisa da ditadura”, alertou. image007Os representantes Rodrigo Lima Rennó, Thelma Adielly de Carvalho Ribeiro e Jéssica Virgínio Chaves, após escutarem o prefeito, afirmaram que os integrantes do movimento são contra o vandalismo. Eles relembraram o episódio da manifestação em frente à casa do pai do prefeito e revelaram que, naquele momento, o Basta já havia dado por encerrada a manifestação e que, portanto, nenhuma das pessoas que lá estiveram tinha legitimidade para representar o Movimento. 

Lixeiras 

Dentro da pauta de reivindicações, o primeiro item colocado foi com relação à falta de lixeiras, principalmente no centro da cidade. O prefeito explicou que a afixação de lixeiras em logradouros públicos está incluída na licitação de coleta de lixo, ou seja, a empresa responsável pela coleta deverá se responsabilizar pela instalação e manutenção das lixeiras. 

Poder Legislativo 
Com relação a questões levantadas sobre o Poder Legislativo Municipal, o prefeito até comentou alguns pontos de vista, porém alegou que oficialmente não poderia se manifestar, pois se trata de poderes independentes e ele não concorda com a interferência entre eles. 

Transporte Público 

Sobre o problema do transporte público, o prefeito lembrou que a empresa está na justiça para tentar fazer valer o aumento e que o município, por sua vez, está fiscalizando a qualidade do transporte. Ressaltou ainda que foi criada uma comissão para auxiliar na fiscalização do contrato e o cumprimento dele. Questionado sobre a possibilidade de o movimento ter uma cadeira na comissão, o prefeito disse que não veria problema, mas que, para isso, o ‘Basta Itajubá’ teria que formalizar a sua existência com entidade representativa. 

Taxa de Esgoto 

A respeito da cobrança da taxa de esgoto, o prefeito disse que o contrato assinado entre Prefeitura e Copasa, no passado, foi mal formulado, pois permite que se fizesse a cobrança tão logo estivesse funcionando a Estação de Tratamento de Esgoto. “O correto seria ter uma cláusula dizendo que a cobrança só poderia ser realizada quando todo o esgoto passasse a ser coletado e tratado. Tenho conhecimento de municípios em que o contrato foi feito nesses termos e eles conseguiram na justiça suspender a cobrança. De qualquer forma, nós estamos estudando o contrato para ver se podemos tomar alguma atitude”, explicou. 

Taxa de Iluminação 

Quanto ao questionamento sobre a extinção da taxa de iluminação pública, o prefeito explicou que é possível rever os valores, porém extinguir não, até porque está em processo de transição a responsabilidade sobre os pontos de luz. A nova legislação determina que o município assuma a responsabilidade sobre os equipamentos de iluminação, ou seja, a haste presa ao poste e luminária, bem como a manutenção destes equipamentos, agora é responsabilidade do município. “Isso será uma despesa a mais para o município, que não pode ser custeada sem a cobrança da taxa de iluminação”, justificou. 

Santa Casa 

Com relação aos R$ 10 milhões que a Mahle receberia da Santa Casa, o prefeito lembrou que isso era apenas uma intenção. O que havia de concreto era o custeio, por parte da Mahle, das despesas de uma equipe administrativa designada para sanar as dívidas da Santa Casa. E que, de qualquer forma, assim que a empresa deixou de custear essas despesas, que giravam em torno de R$ 40mil, a Prefeitura aumentou de R$ 130mil para R$ 200 mil mensais o repasse para a entidade. “Quanto aos R$ 10 milhões, não vejo problema algum, hoje a Santa Casa tem um acordo de cooperação com o Hospital Escola em favor da Saúde de Itajubá e, caso a empresa tenha o intuito de contribuir com a cidade, basta entrar em contato com as duas entidades”, concluiu.

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Sobre Giácomo Costanti

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