Entrevista com Alexandre Sander, diretor da Vereda Empreendimentos Ltda

O Vale Independente esteve nesta quarta-feira(11), conversando com o Diretor da Vereda Empreendimentos Ltda, empresa responsável pela obra da galeria de água pluvial de Santa Rita do Sapucaí.

Essa obra está orçada em R$ 3.000.000,00, pagos pelo Governo Estadual, sendo a verba repassada para o DER e não pelos cofres da Prefeitura Municipal, sendo assim o órgão responsável pela mesma é o próprio DER.

O Diretor da empresa, Alexandre Sander nos recebeu e explicou as principais dificuldades que geraram o atraso da obra, acompanhem a entrevista:

  1. Quais as principais dificuldades encontradas no início da obra?

Antes de começarmos a obra, não contávamos com uma laje de pedras que encontramos na Rua Capitão Vicente Ribeiro do Vale esquina com a Rua Antônio Assis Longuinho, inviabilizando assim a continuidade da obra por aquela rua.

Começamos a correr atrás da reformulação do projeto inicial que foi feito pela equipe técnica da Prefeitura Municipal de modo que a saída da rede para o rio fosse direto pela avenida Dr Delfim Moreira, pois o custo de implodir a laje de pedra seria muito alto e a verba disponível não seria suficiente.

Tivemos uma grande morosidade por parte da Prefeitura Municipal em relação a solicitar a COPASA , a nível de Estado providências para a viabilização da obra, um requerimento ficou parado na prefeitura por mais de 50 dias sem ser assinado e enviado a COPASA, isso já nos gerou um atraso e perdas.

Com relação a execução tivemos outros problemas como a  Festa de Santa Rita, onde a Prefeitura Municipal relatou que o volume de pessoas frequentando a cidade seria muito grande e por isso a Prefeitura Municipal pediu para que paralisasse totalmente a obra, ficamos cerca de 15 dias inativo, não podendo assim deixar o buraco aperto, tivemos que tampar o que estava feito para poder permitir acesso a cidade, uma vez que a própria Prefeitura Municipal havia impedido o acesso pela outra entrada da cidade, para que se instalassem as barraquinhas da festa, isso nos gerou um imenso atraso.

Tivemos um período atípico de chuvas para essa época do ano, que para esse tipo de obra nos gerou um transtorno grande, temos problema  com mão de obra, sendo a rotatividade alta, acabamos perdendo para a colheita de café ou para outras empresas.

O fator principal que achamos que gera um grande atraso nessa obra são as interferências que temos com relação as tubulações da COPASA. Essa tubulações nós não podemos continuar a obra quando a rompemos seja de água potável ou de esgoto, temos que acionar a COPASA e esperar que a mesma faça o reparo necessário ou até mesmo um desvio da rede, pois tem lugar que a rede não comporta continuar passando pelo mesmo lugar, tendo então que ser desviada e isso infelizmente demora muito.

Inclusive na esquina em que a obra se encontra hoje, na Rua João Rennó, há uma grande tubulação de água potável, pois esperávamos  conseguir avançar naquele quarteirão com mais rapidez, porém essa tubulação já está nos atrasando de certa forma, pois a COPASA terá que fazer um desvio dessa tubulação para que a obra possa prosseguir.

2. Não era a hora de já estarem sendo feitas as “bocas de lobo” ou não as teremos?

Com certeza terão bocas de lobo e várias, pois a criação da rede é justamente a captação das águas pluviais para que possa haver a escoação rápida dessas águas quando chover, vamos sim fazê-las. Estamos dando prioridade ao avanço da rede principal, porque o transtorno que geramos quando abrimos uma vala muito larga e funda na avenida é muito grande, as bocas de lobo nós conseguimos ir por etapas e fazermos um quarteirão rapidinho, agora o maquinário mais pesado e vala mais profunda, estamos aproveitando para fazer tudo de uma vez e geramos um transtorno menor a população.

3. A COPASA está fazendo uma tubulação de captação de esgoto paralela a rede de vocês?

É a medida  que avançamos, a gente intercepta determinadas instalações de esgoto da  COPASA que não conseguem transpor a nossa rede, então nesses locais estão sendo feita uma rede paralela, teve um certo atraso para começar esse tipo de serviço, mas esperamos que a partir de agora avancemos juntos e que não tenhamos mais grandes problemas.

4. E o asfalto da avenida quando será feito?

O maquinário que confecciona o asfalto é muito específico e caro para podemos deslocar para cá para fazer apenas um quarteirão, parar e depois fazer outro quarteirão, sendo assim vamos esperar toda a extensão da avenida Dr Delfim Moreira ser concluída, para que possa refazer seu asfalto de uma só vez.

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11 Responses to Entrevista com Alexandre Sander, diretor da Vereda Empreendimentos Ltda

  1. Avatar de Carlos Henrique Carlos Henrique disse:

    Já que só vão asfaltar no final (sabe-se lá Deus quando), poderiam ao menos fazer um calçamento com bloquetes nos pontos de cruzamento.

  2. Avatar de Vinícius Vinícius disse:

    Como imaginava, graças a quem que está ocorrendo a maior parte do atraso?? A PREFEITURA!!! Muito boa entrevista, espero que isso ajude Santa Rita

  3. Avatar de Alexandre Sander Alexandre Sander disse:

    Entendemos que estamos gerando transtornos à população, mas pedimos paciência, compreensão e apoio pois os transtornos são temporários mas os benefícios para o município durarão muitos anos. Pedimos encarecidamente aos motoristas e motociclistas atenção redobrada e respeito à sinalização nas imediações da obra a fim de evitar os acidentes. Os carros (e principalmente caminhões) não tem respeitado a sinalização colocada e os motoqueiros até transitam em cima das calçadas, tornando alto o risco de atropelamento de pedestres. A sinalização tem sido constantemente conferida e recolocada mas, infelizmente, a depredação e o roubo de placas e cones tem acontecido mais rápido que nossa capacidade de repor. Nos colocamos à disposição da população para prestar quaisquer outros esclarecimentos que se façam necessários.

  4. Avatar de Paula Paula disse:

    Achei as explicações plausíveis. Quem têm a prefeitura e Copasa pela frente, realmente têm GRANDES obstáculos pra evoluir com qualquer trabalho. A topográfia é uma questão que ao meu ver, não se pode prever o que vai aparecer abrindo um valão desse porte.

    Mas me pergunto sobre o bairro Pedro Sancho Vilela.
    Copasa? Topográfia? ou a prefeitura? Qual será o empecilho.

    Giácomo, peço o mesmo empenho, que voce teve com os trabalhos da Av.Delfim Moreira, na buscar respostas com nosso bairro Pedro Sancho Vilela.

    Obrigada

  5. Avatar de Lúcio Costa Lúcio Costa disse:

    Com relação a explicação dada pelo diretor da empreiteira, concordo integralmente com ele, pois é muito complicado fazer uma obra dessa com tantos imprevistos assim!!! Tomara que eles terminem antes de novembro, pois depois vem chuvas pesadas…aí vira um transtorno muito grande para todos!!

    • Avatar de Alexandre Sander Alexandre Sander disse:

      Estamos trabalhando para agilizar ao máximo as obras e gerar o menor transtorno possível para a população. Contamos com a cooperação e compreensão de toda a população.

  6. Avatar de Marco Túlio Marco Túlio disse:

    Valor altíssimo e o projeto não preveu a lage de pedra.Hoje a gente vai pescar e leva um sonar que mostra a presença de peixe no rio, isso por diversão. !!! Agora com uma obra dessa envergadura e desse valor não prevê a lage ??? Das duas uma: Incompetencia demais ( de ambas as partes)Ou … … ( Papel do vereador) Fiscalizar os procedimentos da prefeitura.ETC ETC ETC.

    • Avatar de Alexandre Sander Alexandre Sander disse:

      Apenas esclarecendo, Marco Túlio: O projeto das obras é da prefeitura. Por ocasião da licitação, minha empresa teve acesso a uma planilha de custos e quantidades. Só depois de vencida a licitação é que tive acesso ao projeto da obra. O projeto não contemplou sondagem do solo e, por esse motivo, minha empresa não tinha como saber o que iríamos e ainda vamos encontrar no subsolo ao longo da obra. A verba inicial é o valor máximo inicialmente destinado pelo Estado para a execução desta obra mas não é um valor único e fechado que será pago. Minha empresa só recebe por cada serviço executado, ou seja, cada metro cúbico escavado, cada metro de manilha colocado, etc.

      • Avatar de Marco Túlio Marco Túlio disse:

        Ok Alexandre, está explicado a sua parte, mas você não acha que deveria ter um estudo mais completo ,tipo a sondagem do solo que evitaria esses transtornos?
        Gt, MT

      • Avatar de Alexandre Sander Alexandre Sander disse:

        Na fase de projeto, levantamento de custos e prazos, a sondagem do solo teria sido proveitosa. Uma vez que a obra já começou, não há mais tempo hábil para tal. Qualquer outro problema que surja terá que ser contornado da melhor forma possível.

  7. Avatar de Flavio Flavio disse:

    cComo sempre a Prefeitura coçando a orelha esquerda com a mão direita……que piada….a verba vai acabar e não vão terminar nem a metade..!!

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