Francisco Rodrigues Garcia – Chiquito Garcia 100 anos

“Uma vida se foi…

Ride Palhaço tra lá lá!!

Uma risada que se cala!!

Chiquito alegre, risonho, brincalhão, amigo e companheiro se foi.

Partiu silencioso, discreto, diferente de como viveu, pois sua vida era feliz, ele era barulhento, comunicativo, cheio de alegria que estampava no rosto moreno e se escancarava no riso largo.

O marido companheiro, o pai amoroso, o tio muito querido se foi para deixar em seu lugar uma grande saudade.

Por muitos anos, durante as festas religiosas, com os braços erguidos, oferecia em leilão prendas, doces e assados que rodopiando no ar era alegria da criançada e dos adultos:

Quem dá mais??

Passastes pela vida trabalhando, amando aos teus, sorrindo e fazendo sorrir.

Teu Ride Palhaço não mais terá a gargalhada contagiante ecoando na praça.

A gargalhada do palhaço morreu na tua garganta. Virão outras e outras, mas nenhuma tão vibrante, tão sonora como a tua abrirá as  alas para o teu bloco passar.

Caminhastes rumo ao Pai, levando na alma a pureza das crianças e no coração a serenidade dos anciãos.

Agora repousas em paz e sabemos que de lá onde estás continuarás a velar pelos que ficaram.

Mas saibas também que ficarás para sempre no coração daqueles que te amaram e na saudade daqueles que te conheceram e te admiraram.”

Texto escrito pela sua sobrinha: Maria Garcia de Jesus

Maria Garcia, faleceu em 09 de Junho de 2005, cinco meses após seu Tio Chiquito Garcia.

Sobre Giácomo Costanti

Email: contato@valeindependente.com.br
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Uma resposta para Francisco Rodrigues Garcia – Chiquito Garcia 100 anos

  1. ÂNCORA disse:

    Endosso tudo o que foi dito sobre o Sr. CHIQUITO GARCIA. Fui vizinha dele e o conheci desde criança.
    Realmente ele foi tudo isso e parece que já acordava sorridente, “de bem com a vida”.
    E as festas de São Benedito então…
    Os preparativos… Os leilões…. O multicolorido dos cartuchos de guloseimas… A Lira (banda)…. Sr. Chiquito anunciando os lances…. ‘QUEM DÁ MAIS?”…
    Que saudade! Quanta lembrança boa!
    .Quando criança e adolescente eu vivia brincando nos arredores da Igreja de São Benedito e, muitas vezes, sentava no banco que havia do lado da igreja e conversava muito com o Sr. Chiquito e/ou com sua esposa, igualmante alegre, calma, bondosa e solícita.
    Saudade…
    O texto postado no blog é uma bela e merecida homenagem a tudo o que ele foi e eu ainda gostaria de acrescentar que ele foi: grande amigo e excelente companheiro de toda a sua vizinhança.
    Jamais me esquecerei dele, por tudo isto e algo que me marcou muito e que narro adiante:
    Na noite do meu baile de formatura da 4ª série do antigo curso ginasial, o então Clube Literário estava rodeado de água do Rio Sapucaí, devido às já tão famosas enchentes. Eu e outras meninas estávamoa vestidas a rigor, cada uma em sua casa, , mas não tínhamos como entrar no Clube, pois a água quase invadia a porta principal e o rio havia avançado pela lateral (onde hoje é ponto de táxi). E, além de tudo,, ainda chovia. Fininho, mas chovia.
    Eu, já pronta, comecei a chorar, pois os carros não se aventuravam a entrar nas águas e eu não poderia chegar com o traje molhado, numa data tão festiva e tão aguardada.
    RESULTADO: TUDO RESOLVIDO PELO SR. CHIQUITO, QUE FICOU SABENDO DA MINHA “CHORADEIRA” E FOI ATÉ A CASA DE MEU AVÔ (residíamos com ele e o mesmo era grande amigo do Sr. Chiquito) E SE PRONTIFICOU A ME LEVAR (E OUTRAS FORMANDAS QUE QUISESSEM) DE CAMINHÃO COM CAÇAMBA BASCULANTE QUE ELE DIRIGIA, POIS O CAMINHÃO ERA ALTO E PASSAVA BEM PELAS ÁGUAS.
    TUDO ISSO SEM NADA COBRAR: APENAS PARA NOS FAZER FELIZES!!!,
    E LÁ FUI EU, CHEGANDO AO CLUBE, GLORIOSAMENTE, NA CABINE DE UM CAMINHÃO BASCULANTE, GRAÇAS AO ALTRUÍSMO DO SR. CHIQUITO GARCIA, QUE SE COMOVEU COM O EPISÓDIO E ME PROPORCIONOU A CHANCE DE
    DANÇAR A VALSA RADIANTE E FELIZ.
    OBRIGADA, SR. CHIQUITO POR SUAGRANDEZA DE CORAÇÃO.
    Em tempo: OS RAPAZES IMPROVISARAM UMA ” PINGUELA DE TÁBUA”, SOBRE COLUNAS DE TIJOLOS, QUE IA DA BEIRADA DA ANTIGA PRACINHA ATÉ A ENTRADA DO CLUBE.
    E do lado de fora, a multidão de curiosos se aglomerava para ver a cena pitoresca: convidados em traje de festa, uns atravessando a pinguela e “formandas em traje de gala” descendo da cabine do caminhão basculante, dirigido pelo sorridente Sr. Chiquito.
    Detalhe: Alguns formandos e outrosrapazes da época (lindos e chics em seus ternos) tiraram os sapatos e enrolavam as calças até os joelhos e, num gesto de perfeito cavalheirismo, l conduziam cada dama que chegava pela pinguela, para que as mesmas não corressem o risco de cair na água, pois, afinal, os saltos eram altos. E já viu, não é? Caminhar numa pinguela é difícil. Imagine de saltos altos…
    Mas, sem dúvida, o protagonista da majestosa noite foi o SR. CHIQUITO.
    OBRIGADA, AMIGO, ESTEJA ONDE ESTIVER, QUE SUA ALMA FIQUE SEMPRE EM PAZ!

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