Pelo menos 83 mil acidentes com caminhões acontecem todos os anos nas estradas do Estado. Campanha quer reduzir em 40% estas ocorrências
Augusto Franco – Repórter – 23/03/2010 – 22:50
A intenção da campanha é reduzir o número de ocorrências em três anos
Pelo menos 83 mil acidentes envolvendo caminhões acontecem todos os anos nas estradas de Minas Gerais, deixando cerca de 8.500 mortos. A estimativas são baseadas em um levantamento da seguradora de cargas Pancary, já que os últimos dados disponibilizados pelas polícias rodoviárias Militar (estadual) e Federal são de 2007. A empresa estima ainda que, a cada ano, 35 mil pessoas morram no país em acidentes que tenham caminhões envolvidos, o que significa o equivalente a um Airbus 320 que caiu no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, a cada oito dias, ou um Fokker 100 a cada cinco dias. Deste total de mortos, pelo menos 21% são em rodovias que cortam Minas.
Para tentar reduzir estes trágicos números, o Instituto Cuidando do Futuro lançou nesta terça-feira (23), em Belo Horizonte, o Programa Motorista Socialmente Responsável. A meta é reduzir em 40% o número de acidentes nos próximos três anos. A ideia é alertar os motoristas que os trechos com os maiores índices de acidentes no país estão nas estradas mineiras.
O Estado tem a maior malha viária do país. Os trechos mais perigosos estão na BR-381, entre Pouso Alegre, Oliveira e Três Corações, no Sul de Minas, e na BR-116 (Rio-Bahia), entre Muriaé, na Zona da Mata, e Teófilo Otoni, no Vale do Jequitinhonha.
“É importante ressaltar que o maior número de acidentes está em trechos relativamente bem conservados, mas com muitas curvas”, afirma o vice-presidente do Instituto, Darcio Centoducato.
Segundo ele, algumas políticas relativamente simples podem reduzir rapidamente a quantidade de acidentes. Uma delas é a sinalização das vias. Outra é convencer empregadores e empresários a reforçarem programas de treinamento. A mais polêmica é compensar motoristas que cheguem a seus destinos dentro de um plano de viagem, e não aquele que chega mais rápido. “Estimular a pressa é favorecer as mortes”, diz.
O estudo aponta ainda que quase 70% dos acidentes com mortes acontecem com motoristas de até 25 anos, terceirizados, que estavam em trechos de curva e dirigindo a mais de 11 horas. No país, quase 80% dos motoristas de caminhão são empregados terceirizados, pagos por produção.
Esta entrada foi publicada em
Noticias de Minas Gerais,
Trânsito. Adicione o
link permanente aos seus favoritos.
CAMINHÕES MATAM NAS ESTRADAS BRASILEIRAS.
* o transporte FERROVIÁRIO e HIDROVIÁRIO terá que ser UMA META do PRÓXIMO GOVÊNRO FEDERAL, considerando que; É MAIS BARATO, PRODUZ MENOS RISCOS, A MANUTENÇÃO DA PAVIMENTAÇÃO DAS ESTRADAS REDUZIRÁ DRÁSTICA-MENTE , . . .
* O PREÇO DA SESTA BÁSICA SERÁ MENOR, POIS O TRANSPORTE É CARO E É IMBUTIDO NO PREÇO FINAL DOS PRODUTOS.
*AS MORTES QUE ESTA “MATRIZ DE TRANSPORTE BRASILEIRA” CAUSA NAS NOSSAS ESTRADAS SÃO CATASTRÓFICAS, E SERVEM ÓTIMA-MENTE AOS EMPRESÁRIOS, E FABRICANTES DE CAMINHÕES, . . . COM ELEVADOS LUCROS A CUSTA DE VIDAS DOS BRASILEIROS ! ! !
Eduino de Mattos
Porto Alegre RS BRASIL