Categoria fará manifestação-surpresa em oito cidades, na hora do almoço, pela retomada das negociações
MAURÍCIO DE SOUZA

Sindicalistas queimaram mais um caixão em frente ao Palácio da Liberdade
Paralisações e manifestações-relâmpago de policiais civis serão feitas em oito cidades para demonstrar a insatisfação da categoria com a política salarial e de carreira do Governo de Minas Gerais.
“Nós vamos protestar principalmente pela ruptura do Estado com as negociações que vinham tendo conosco. Entraram na Justiça com uma liminar contra greves, sendo que não fizemos nenhuma greve, mas paralisação de alerta. Tudo para tentar nos amordaçar”, disse o presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Minas Gerais (Sindpol-MG), Toninho Pipoco.
Os protestos-surpresa vão acontecer em Belo Horizonte, Uberlândia, Montes Claros, Juiz de Fora, Varginha, Pouso Alegre, Ubá e Muriaé. Os manifestantes querem a exigência de 3º grau para cargos de agentes policiais, além de melhoria salarial e aposentadoria para as mulheres com 25 anos de serviços prestados.
Nesta sexta-feira (11), cerca de 20 diretores do Sindpol-MG e policiais aposentados seguiram, sem aviso, para o gradil de entrada do Palácio da Liberdade para dar início às manifestações. Pregaram faixas com suas exigências nas grades e incendiaram dois caixões de papelão.
Policiais militares cercaram os acessos ao local e acompanharam o desenrolar das ações sem entrar em confronto. “Foram muito leais, mas não sabemos como é que as coisas vão caminhar. Estamos na chuva é para nos molhar mesmo”, alerta o sindicalista.
Para que os policiais que resolverem aderir às manifestações não sejam punidos pela Justiça ou pelo Estado, os atos públicos serão realizados no horário de almoço dos funcionários públicos, entre as 12 e as 14 horas. “Vamos fechar a Linha Verde, na frente do Centro Administrativo, Praça 7, Assembleia, onde for necessário para chamar a atenção para nossa insatisfação. E será tudo sem aviso prévio”.
A Assessoria de Imprensa da Polícia Civil informou que a corporação não se manifestaria a respeito das exigências ou ameaças do sindicato dos trabalhadores, considerando que o movimento foi apenas uma manifestação e que nenhum serviço foi interrompido nas delegacias e cadeias de Minas Gerais.





















