Entrevista

Fonte:Informe MG Sul News
Ex prefeito de Careaçu/MG, presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde por cinco mandatos consecutivos, ex diretor da Gerência Regional de Saúde, BENEDITO SINVAL CAPUTO COSTA chega ao seu terceiro ano como presidente da Fuvs (Fundação de Ensino Superior do Vale do Sapucaí), em Pouso Alegre.
Em entrevista ao MG Sul News, ele fala dos investimentos em saúde e educação nas instituições mantidas pela Fuvs, do credenciamento do Hospital das Clínicas Samuel Libânio para o tratamento do câncer e de suas metas antes da conclusão do mandato.

1. MGSUL: Uma das ações mais esperadas, atualmente, em Pouso Alegre é o credenciamento do Hospital Samuel Libânio para tratamento do câncer pelo SUS (Sistema Único de Saúde), o que vem de encontro ao anseio dos muitos pacientes que, hoje, viajam longas distâncias para a realização desse tratamento. O que a Fundação tem feito para resolver esta questão?

BENEDITO SINVAL CAPUTO: A Fundação tem trabalhado incessantemente, mas é um processo longo o credenciamento de qualquer serviço. Primeiro o serviço precisa existir. Estamos (a Fundação juntamente com o Hospital Samuel Libânio) criando o serviço de Oncologia para pleitearmos o credenciamento. Já conseguimos junto à Secretaria de Estado da Saúde que Pouso Alegre se tornasse um polo de referência em Oncologia. A licitação da obra já foi feita e dentro de 90 dias esta obra já estará concluída para que possamos ser credenciados.

2. MG SUL: Existem planos de ampliação do HCSL junto ao Campo da Lema?

B.S.C: O espaço físico do Hospital Samuel Libânio está exaurido. Estamos negociando, é um sonho da comunidade pousoalegrense a aquisição do terreno do Campo da Lema para a ampliação do Hospital. Mas não podemos ficar esperando a compra, doação ou cessão para o Hospital. Então nós estamos fazendo uma obra de dois pavimentos, já licitamos e iniciamos a reforma das enfermarias, uma obra no valor de R$ 3 milhões.

3. MGSUL: Sobre a Univás. Quais os investimentos feitos em 2008?

B.S.C: Foram diversos investimentos em várias áreas, entre elas melhorias nos laboratórios, bibliotecas, ampliação de salas na faculdade de Medicina e no campus do Fátima.

4. MGSUL: A Univás oferece diversos cursos de pós graduação. Existe algum estudo para a implantação da pós graduação em Comunicação Social?

B.S.C: Existem estudos naquilo que o mercado pedir e o que for solicitado pelo reitor da Univás e os professores, nós estamos aqui para apoiá-los.

5. MGSUL: Quais os projetos da Fundação para a área de Saúde?

B.S.C: Na saúde, estamos lutando arduamente pelo credenciamento na Oncologia. Na Faculdade precisamos mais salas para que possamos oferecer novos cursos. Nós não temos mais espaço físico. Já estive em contato com funcionários do Ministério da Educação e existe a possibilidade de recebermos recursos para ampliarmos nossas salas de aula.

6. MGSUL: Pouso Alegre é destaque em cirurgias cardíacas e transplantes de rins. A que se deve todas essas conquistas?

B.S.C: Em primeiro lugar aos profissionais que nós temos: corpo clínico excelente, colaboradores. Em segundo lugar a situação geográfica e o empenho de todos. Pouso Alegre por ser um pólo, o Governo do Estado tem nos auxiliado muito e nós realmente queremos ser referência como primeiro do Estado.

7. MGSUL: Como o Sr. se sente diante de tantas conquistas?

B.S.C: Muito feliz. Viemos aqui com alguns propósitos e o maior é o atendimento à população. Nós tínhamos uma demanda muito grande em consultas, cirurgias e nós resolvemos isso em 70%. Considero que foi um avanço enorme em três anos. Mas ainda temos seis meses nessa atual gestão e espero que possamos chegar ao atendimento de 85% das metas pactuadas com os Municípios.

8. MG SUL: Como é a estrutura da FUVS?

B.S.C: A estrutura da Fuvs é complexa, muito grande. A Fuvs é a mantenedoura do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, da Universidade do Vale do Sapucaí, do Colégio João Paulo II, do Colégio Vale do Sapucaí (antigo Anglo) e o Isepec (em Cambuí). A Fuvs tem que oferecer condições a todas essas instituições não apenas financeira, mas política, de pessoal, enfim, condições para que elas se mantenham.

9. MGSUL: A Fuvs também investe no ensino técnico e Colégio João Paulo II atua nessa área. Como estão os cursos ministrados pela Instituição?

B.S.C: A procura por esses cursos é muito grande e isso é resultado de um trabalho competente da direção e dos professores do Colégio.

10. MGSUL: Hoje Anglo Pouso Alegre é sinônimo de sucesso, e graças aos investimentos da Fuvs conseguiu alçar novos rumos. Quais foram as realizações desse ano e as expectativas para 2009?

B.S.C: É com muito carinho que eu falo do Anglo porque era um problema e agora está só crescendo. O Conselho Diretor, o presidente da Fundação, o Corpo Docente, todos se envolveram nessa luta, foi uma parceria. Tínhamos uma meta que era tornar o Anglo viável dentro da Instituição. Agora o nosso objetivo é estender mais um ano. O nosso objetivo, sem dúvida, é ser o melhor Colégio em Pouso Alegre.

11. MGSUL: E como estão os investimentos em tecnologia?

B.S.C: O Anglo é um Colégio diferenciado dos outros de Pouso Alegre porque ele usa toda a estrutura de uma Universidade. Ele está dentro de uma Univerdade. Então os alunos usam os nossos laboratórios, bibliotecas, convivem dentro de uma Universidade e isso por si só já é um diferencial enorme. Então os investimentos que forem feitos na Universidade, automaticamente estarão sendo feitos para o Anglo também.

12. MGSUL: É uma meta que ele seja ampliado?

B.S.C: Sem dúvida. Hoje nós estamos limitados e todos, o Anglo, as Faculdades, a pós graduação, não temos mais onde colocar. Quando assumi, nós tínhamos em torno de 3.200 alunos. Estamos beirando os 5.000 ou mais alunos se contarmos com os colégios. Os recursos são pequenos e a demanda é muito grande, mas nós estamos fazendo todos os investimentos para que toda a estrutura possa ser usada por todos que ali frequentam.

13. MGSUL: Desde que o Sr. assumiu a presidência foram várias conquistas. Superou as expectativas?

B.S.C: Eu já estava envolvido na área da saúde há muito tempo. Fui eleito cinco vezes consecutivas Presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde. Na época em que me candidatei a presidente da Fuvs eu era diretor da Gerência Regional de Saúde. Principalmente em nível de saúde eu estava preparado e conhecedor de todos os problemas da região. E na área universitária, por formação eu sou Pedagogo, então tem tudo a ver. Havia a expectativa da vinda de uma pessoa de fora, com uma outra visão mais política, mas hoje as pessoas entenderam que antes de ser político eu sou um gestor, um administrador. Eu vim aqui com uma visão diferenciada, mas sem nunca deixar de fazer política porque a política que tem feito a Instituição se transformar tanto como tem se transformado.

14. MGSUL: Qual a importância da Fuvs para a região?

B.S.C: A Fundação é uma Instituição que a região toda tem que ter orgulho e principalmenete os pousoalegrenses. Hoje ela já passou as fronteiras do Município de Pouso Alegre. O Hospital Samuel Libânio, na área de cirurgia cardíaca, é o primeiro no Estado em termo de qualidade, o terceiro a nível de Brasil. E a minha responsabilidade é dobrada porque estar a frente de uma Istituição deste porte é um orgulho e uma honra pra mim.

15. MGSUL: Não há salário para o presidente da Fundação, apenas uma vontade dessa presidência. Uma causa nobre, um voluntariado?

B.S.C: Eu tinha um ideal que nasceu quando fui ser presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde quando eu fui sentir os problemas da região toda porque até então eu conhecia apenas os problemas da minha cidade, de Careaçu onde eu era prefeito. O paciente vinha para Pouso Alegre e não era atendido pelo Samuel Libânio, era difícil. Depois fui ser diretor da Gerência Regional de Saúde e aí eu vi como o problema era ainda maior do que eu imaginava. O Sul de Minas todo, mais de um milhão de pessoas sendo referenciadas pra cá e nós não tínhamos condições. Então eu vim ser presidente da Fundação, por um ideal, vou contribuir um pouco, mas eu não imaginava o universo tão grande que era essa Fundação. O desafio sempre me estimulou. É uma grande satisafação estar podendo contribuir.

16. MGSUL: É um processo democrático a escolha do presidente da Fundação. Diante de todas essas conquistas, pode-se considerar que o Sr. é candidato à reeleição?

B.S.C: Sim. Ainda temos muito pra fazer. Temos que credenciar o Samuel Libânio em Oncologia. Ano que vem vamos pensar em fazer transplantes de coração. Gostaria muito de ver essa obra já licitada e iniciada que é a ampliação das enfermarias já concluída. Quando vim pra cá tinha o sonho de atender 100% das pessoas que procuram o Samuel Libânio. Hoje estamos atendendo 70%. Até o final do ano 85% e eu gostaria, se tiver a oportunidade de mais um mandato, de chegar ao atendimento de 100% das pessoas que nos procuram.

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