No dia 31 de outubro de 2015, Jocéu Wando Capilo, de 30 anos, foi assassinado a tiros na esquina da Av. João de Camargo com as ruas Cel. Erasmo Cabral e Cel. Francisco Palma.
Quase 11 anos se passaram.
E o que mudou de lá para cá?
Infelizmente, muita coisa — para pior.
Aquela esquina hoje se tornou um ponto de tráfico de drogas praticamente 24 horas por dia, algo que muitos moradores percebem diariamente e que, aparentemente, segue sendo ignorado.
No último sábado à noite, tivemos mais um homicídio.
Segundo informações iniciais, foram efetuados cinco disparos de arma de fogo, dos quais dois atingiram o jovem João Henrique de Castro Guizani, de 21 anos. Ele chegou a ser socorrido por populares e levado ao Pronto Atendimento, mas infelizmente não resistiu aos ferimentos.
A pergunta que fica é: o que mais precisa acontecer?
Nós, moradores do entorno das ruas Cel. Erasmo Cabral e Cel. Francisco Palma, fazemos um apelo urgente às autoridades de segurança pública.
Hoje, muitos moradores já não se sentem seguros nem para caminhar nas próprias calçadas.
Usuários e pequenos traficantes ocupam o espaço público diariamente.
Há noites em que nossas calçadas se transformam em verdadeiros pontos de “delivery” de drogas: carros e motos param, a droga é comprada, o pagamento é feito e todos vão embora — de forma aparentemente livre.
Enquanto isso, nós moradores ficamos com o medo de entrar e sair de nossas próprias casas.
Nossa esquina, que antes era tranquila, onde vizinhos conversavam e conviviam, hoje vive uma realidade completamente diferente. Muitas vezes sequer conseguimos ficar nas janelas de nossas casas sem sermos encarados por aqueles que parecem se sentir “donos da rua”.
Por isso, clamamos por socorro.
Estamos falando de um local no centro da cidade, em uma avenida movimentada, próximo a importantes instituições de ensino como o INATEL, a Escola Estadual Sanico Teles e rota de acesso de centenas de alunos da Escola Técnica de Eletrônica.
Não podemos permitir que uma área tão importante da cidade se transforme em uma cracolândia a céu aberto.
Se queremos um futuro melhor para nossa cidade, o momento de agir é agora.
Pedimos às autoridades:
olhem por nós, moradores. Precisamos de segurança, presença e providências.



















