Starbucks capacita cafeicultores sobre melhorias das condições de trabalho para os trabalhadores rurais

Cerca de 600 pessoas, entre cafeicultores, gerentes de fazenda, agrônomos e extensionistas, já participaram do curso Melhoria das Condições de Trabalho na Cafeicultura, promovido pela Starbucks, considerada a maior rede de cafeterias do mundo, em parceria com o Sistema Faemg Senar.

Durante o curso, eles são capacitados sobre a documentação relacionada à segurança do trabalho, as obrigações trabalhistas, gestão de riscos, condições de trabalho e de moradia dos funcionários, transporte e locais de refeição dos trabalhadores, instalações sanitárias, água potável, agroquímicos e uso e controle de Equipamento de Proteção Individual (EPI). O treinamento tem carga horária de quatro horas, em formato presencial, com entrega de apostilas para os participantes e é realizada em locais de fácil acesso para o produtor, como no Senar, sindicatos, cooperativas ou em exportadoras.

De acordo com o dirigente do Centro de Apoio ao Produtor da Starbucks no Brasil, Felipe Feijó, o principal objetivo do curso é conscientizar produtores e gestores de propriedades rurais sobre a importância do cuidado com os trabalhadores rurais.

“Uma cafeicultura sustentável cuida dos trabalhadores, sejam eles permanentes ou temporários, e de suas famílias. Enquanto na cafeicultura brasileira há considerável grau de tecnificação e conhecimento agronômico amplamente difundido, percebemos que há oportunidade de melhorias quando o assunto é condições de trabalho. Assim, optamos por, neste momento, focar no impacto social positivo e desenvolvemos esse curso para difundir este necessário conhecimento para os cafeicultores,” comenta.

Para Felipe Feijó, é possível perceber os primeiros resultados desse trabalho. “Os produtores demonstram interesse em implementar as práticas de melhoria das condições de trabalho. Por vezes, o produtor, de pequeno porte, também é quem trabalha na lida, com sua família, e passam a ter mais cuidado consigo, com os seus parentes, além dos trabalhadores contratados. O resultado é algo que colheremos no médio e longo prazo,” observa.

É o caso de Amarildo José de Araújo, do Sítio Nossa Senhora Aparecida, no município de Monte Santo de Minas, no Sul do estado. Ele conta que fez o curso duas vezes e achou tão importante, que levou o treinamento para a associação de produtores rurais do local onde mora. “A participação foi grande e a preocupação que vi entre os produtores é sobre a mão de obra temporária. Hoje, os trabalhadores têm os direitos garantidos, mas o produtor, muitas vezes, quer fazer da forma certa, mas o que faz não é tão certo perante a lei. Então, temos uma grande dificuldade quanto a isso,” alerta.

Segundo o gerente do escritório Varginha do Sistema Faemg Senar Caio Oliveira, o projeto com a Starbucks nasceu da necessidade de informar e orientar os produtores rurais. “Através dos esforços conjuntos, estamos levando o tema de maneira esclarecedora e simplificada, ajudando esses produtores a se adequarem às normas e legislação vigente,” complementa.

Até o momento, a capacitação percorreu 14 cidades, de todas as regiões do estado. O objetivo é continuar, em 2026, e atingir cerca de 3 mil pessoas.

A próxima etapa do projeto da Starbucks, em parceria com o Sistema Faemg Senar, é desenvolver um material de apoio, em formato digital, para o processo de contratação de trabalhadores rurais, sobretudo na contratação temporária para a colheita. 

ASCOM FAEMG

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