A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está investigando se a morte de um homem de 48 anos, ocorrida na terça-feira (14/10) em Itajubá, está relacionada ao consumo de bebida alcoólica contaminada por metanol.
De acordo com a secretaria, a vítima deu entrada no Hospital de Clínicas de Itajubá na segunda-feira (13), após relatar uso excessivo de bebida alcoólica no domingo anterior. O homem apresentou um quadro de acidose metabólica refratária e não resistiu, falecendo no dia seguinte. A origem e o tipo de bebida ingerida ainda não foram identificados.
O caso foi comunicado ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS). Diante da gravidade e da ausência de uma causa definida, a SES-MG determinou a abertura de investigação para apurar possível intoxicação por metanol, sem descartar outras hipóteses.
Um exame toxicológico específico foi solicitado e deve confirmar ou descartar a presença da substância no organismo da vítima. O resultado está previsto para ser divulgado na próxima terça-feira (21/10).
Diante da repercussão, o Hospital de Clínicas de Itajubá emitiu uma nota oficial esclarecendo que o caso ainda está sob análise e que não há confirmação de intoxicação por metanol. A instituição também alertou sobre a divulgação de informações falsas nas redes sociais.
A Prefeitura de Itajubá informou que acompanha o caso e reforçou o alerta à população sobre os riscos do consumo de bebidas alcoólicas de procedência desconhecida.
A SES-MG destacou os sintomas que podem indicar intoxicação por metanol, como náuseas, vômitos, dor abdominal intensa, cefaleia, confusão mental, vertigem e alterações visuais. Esses sinais costumam surgir entre 6 e 72 horas após a ingestão e exigem atendimento médico imediato.
Este caso faz parte de um grupo de cinco suspeitas recentes em Minas Gerais. As outras quatro — registradas em Belo Horizonte, Poços de Caldas, Açucena e Sabará — já foram descartadas após exames laboratoriais que não detectaram metanol no sangue das vítimas.
O Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais (CIATox/MG) permanece disponível 24 horas por dia para orientar a população e os profissionais de saúde em casos de suspeita de envenenamento.




















