Uma megaoperação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu 27 pessoas e desarticulou uma rede de tráfico de drogas que operava através de redes sociais em Poços de Caldas e região.
A operação “El Patrón”, deflagrada nesta quarta-feira (13/11), descobriu um esquema sofisticado de venda de entorpecentes que utilizava “cardápios online” com preços e opções de entrega, além de pagamento via Pix.
A investigação, iniciada em março deste ano pela Delegacia Regional de Poços de Caldas, revelou que o grupo criminoso usava aplicativos de mensagens para divulgar seus produtos e serviços. Motoboys realizavam as entregas em embalagens personalizadas, dificultando a identificação da atividade ilícita.
“Eles usavam as redes sociais para fazer a propaganda e oferecer uma variedade de drogas. As entregas eram rápidas e discretas”, explicou o delegado Cleyson Brene, responsável pelo caso.
A PCMG conseguiu rastrear as atividades da quadrilha após prisões em flagrante e análise de celulares apreendidos. A quebra de sigilo telemático autorizada pela Justiça revelou transações financeiras que ultrapassavam R$ 500 mil por mês em uma das contas investigadas, totalizando mais de R$ 2 milhões em seis meses.
“Descobrimos um esquema de lavagem de dinheiro com movimentações para contas de laranjas e empresas fictícias em outros estados”, acrescentou Brene.
A operação “El Patrón” mobilizou mais de 200 policiais civis de Minas Gerais e São Paulo, incluindo equipes especializadas como a CORE (Coordenação de Recursos Especiais), CAT (Coordenação Aerotática) e COC (Coordenação de Operações com Cães). O principal alvo da operação foi preso em Mogi Guaçu (SP).
Além das prisões, a PCMG apreendeu grande quantidade de drogas, veículos de luxo, equipamentos eletrônicos e mais de R$ 20 mil em dinheiro. As apreensões ocorreram em Poços de Caldas e nas cidades paulistas de Osasco, Mogi Guaçu e São José do Rio Pardo.
O nome da operação faz referência ao perfil usado pelo grupo nas redes sociais, que mudava constantemente para despistar as autoridades.
A PCMG continua as investigações para identificar outros envolvidos e desmantelar completamente a organização criminosa.
“Essa operação representa um duro golpe no tráfico de drogas na região. Vamos continuar trabalhando para garantir a segurança da população”, afirmou o delegado-geral Marcos Pimenta, chefe do 18º Departamento de Polícia Civil em Poços de Caldas.
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