VEREADORES PROTOCOLAM PEDIDO DE CASSAÇÃO DO MANDATO DO VICE-PREFEITO NILO BARACHO EM ITAJUBÁ

Assinam o pedido de cassação os vereadores Andressa do Coletivo, Pedro Gama e Robson Vaz; o processo precisa ser aceito pela maioria dos vereadores 

Foi protocolado na manhã desta sexta-feira, dia 23, na Câmara Municipal de Itajubá, o pedido de cassação do mandato do vice-prefeito, Nilo Baracho, atualmente preso sob acusações de envolvimento em dois esquemas de corrupção.

O pedido de cassação foi assinado pela vereadora Andressa do Coletivo Nossa Voz e pelos vereadores Pedro Gama e Robson Vaz. Os três também foram os únicos que assinaram o pedido de CPI para investigar irregularidades na manutenção de veículos da prefeitura, em 2022.

O processo de cassação está sujeito aos trâmites estabelecidos pelo regimento interno da câmara. O requerimento será lido durante a sessão ordinária agendada para a próxima segunda-feira, onde será decidida a admissibilidade do processo por meio de votação. Caso a maioria dos vereadores aprove a admissão, uma comissão processante, composta por três vereadores, será constituída. Esta comissão será encarregada de conduzir todas as investigações necessárias, culminando em uma votação final onde a maioria dos vereadores determinará o destino do vice-prefeito.

Nilo Baracho foi preso por recebimento de propinas na operação Transfusão, do Ministério Público de Minas Gerais, e Sepulcro Caiado, da Polícia Civil, que apreenderam dinheiro, joias, celulares, veículos e documentos.

Segundo os promotores, Baracho recebia uma “mesada” de gestores do Hospital de Clínicas de Itajubá. A investigação aponta que entre o fim de 2016 e junho de 2023, foram desviados recursos públicos e particulares de R$1,4 milhão.

Já a polícia civil investiga um esquema de superfaturamento de serviços de manutenção da frota de veículos das Secretarias de Saúde, Educação e Obras.

Em alguns casos, segundo a Polícia Civil, os serviços contratados não foram feitos. Em outros, houve superfaturamento de até dez vezes em relação ao valor de tabela da despesa. A oficina envolvida no esquema teria recebido mais de R$ 900 mil do município.

Rádio Itajubá

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