Polícia Civil prende três suspeitos de furtos em casas de luxo e tráfico de drogas em MG

Três pessoas foram presas em uma operação policial na manhã desta quinta-feira (30) em Varginha. Segundo a Polícia Civil, os alvos estariam envolvidos com crimes de furto a residências de luxo e tráfico de drogas.

A ação foi nomeada como ‘Queda de Ícaro’ e visava desarticular uma associação criminosa que atuava de maneira “audaciosa” no Sul de Minas.

A operação cumpriu dezessete mandados, sendo 13 de busca e apreensão, além de 4 de prisão preventiva. Conforme a Civil, ainda há um suspeito foragido.

Os mandados foram cumpridos em diversos bairros de Varginha. Segundo a Civil, veículos, joias e relógios foram apreendidos.

A operação contou com a aeronave de Belo Horizonte, dezoito viaturas e cerca de 60 policiais da região. Além de Varginha, participaram agentes de Lavras, Três Corações, Boa Esperança, Nepomuceno e Três Pontas.

Crimes audaciosos

Os suspeitos tinham um “jeito peculiar de cometer os crimes”. Segundo Sávio Xavier Belineli, delegado da Polícia Civil, os investigados monitoravam a rotina das vítimas e aproveitavam momentos de ausência para invadirem as residências de luxos.

Geralmente um dos homens entrava pela janela do banheiro e averiguava o local. Logo após, ele abria a porta para os demais suspeitos entrarem. Ao final da ação criminosa, eles iam até a cozinha e consumiam todas as bebidas e comidas disponíveis.

“De modo muito ousado, esse pessoal se dirigia, ao final desses crimes, até a cozinha e faziam como se fosse uma festa. Consumiam todas as bebidas e comidas que estavam na casa das vítimas, pelo motivo de saberem que elas estavam viajando e que não chegariam a tempo de poder chamar a polícia”, informou.

“O significado da operação Queda de Ícaro diz respeito a um conto da mitologia grega que descrevia o sujeito Ícaro como um indivíduo audacioso, prepotente, com olhar altivo. Essas características que o fez ter momentos de prazer temporário foram as mesmas que causaram sua destruição de modo definitivo. E, usando essa analogia, colocamos [nome] na operação, porque esse grupo criminoso, caracterizado por essa audácia, por essa prepotência, achava que nunca alguém poderia chegar perto deles”, informou o delegado.

G1 Sul de Minas

Esta entrada foi publicada em Notícias Policiais. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe um comentário