A Alca – Academia de Letras, Ciências e Artes de Santa Rita do Sapucaí realizou na última terça-feira (10) um evento de natureza científica. A palestra “Conversando sobre computadores” foi conduzida pelo acadêmico João Batista de Azevedo Jr., que é engenheiro e professor. A palestra faz parte dos programas de extensão da Alca, sempre gratuitos, menos formais e atrativos ao público em geral.
Não é a primeira vez que a Alca realiza um evento deste tipo, desde que passou pela sua grande reforma de 2005 – quando passou a admitir em seus quadros, acadêmicos não apenas ligados à literatura, mas também os das artes e das ciências. Em 2008, o acadêmico José Geraldo de Souza apresentou o texto “Para onde caminha a ciência”. O acadêmico comentou e analisou os caminhos futuros da Ciência apontados pelo professor Michio Kaku em um capítulo do seu livro sobre o “Futuro da Ciência”. José Geraldo, também em reunião da Academia, apresentou em 2019 o texto “Como se ligam Letras, Artes e Ciências?”.
Ao longo dos últimos anos, a Academia vem realizando atividades para divulgar sua instituição e atrair o maior número de pessoas possível. Destaque para o “Cinema Alca”, concursos literários, os painéis de literatura, o prêmio/incentivo “Superação Através da Arte” a agora o evento científico. Das 40 cadeiras do corpo de membros efetivos, apenas seis estão vagas. Dos 34 acadêmicos, 13 são da área das ciências, 14 da literatura e 07 das artes. A Academia estuda para o ano que vem a indicação de novos integrantes, tendo um dos critérios destas escolhas os números citados.
Em sua palestra, o acadêmico João Batista de Azevedo Jr. fez um histórico dos computadores, desde os primeiros que surgiram na década de 1950 até os atuais. Ele explicou o funcionamento básico do hardware (o código binário) e também sobre a complexa “arquitetura” dos computadores dos dias atuais. Ao final de sua fala, ele respondeu várias perguntas – em resumo sobre a revolução proporcionada pela informática e sobre um tema recorrente (e polêmico) que é o da inteligência artificial. João Batista ocupa a cadeira número 29, do patrono Leopoldo de Luna – cadeira esta que foi ocupada pelo dramaturgo e um dos fundadores da Academia, Waldir de Luna Carneiro.
Evandro Carvalho é acadêmico e jornalista.






















