O SALEIRO QUE ANDOU

Sandro Mendes

Faz uns 25 anos mais ou menos que eu vi um saleiro andar. Acredite quem quiser. É lógico que saleiro não anda, mas que eu o vi andando, eu vi.

Estava com alguns amigos na comunidade rural conhecida como Estação de São Thomé, que fica na divisa de Três Corações com Conceição do Rio Verde. Estavam ali (por ordem alfabética, para não gerar ciúme) Abelardo Dias, Eugênio Junqueira, Glauco Branquinho, Gustavo Auad, Jônatas Ramalho, Lázaro de Souza (Lalá), Luis Antônio Nogueira, Marcelo Bittar e Otávio Miari.

Era noite. A gente jogava baralho, bebia cerveja e fazia tira gosto. Então fui pegar o saleiro para temperar uma carne e ele simplesmente deslizou sozinho em cima da mesa, sem que ninguém o tivesse tocado.

Na hora fiquei branco de susto e comecei a gritar. Todos olharam para mim, sem entender o que acontecia. Seria o efeito da cerveja? Talvez. Mas isso nunca havia acontecido e nunca mais aconteceu, inclusive em ocasiões em que bebi mais do que naquele dia.

Curiosamente, apenas eu vi o saleiro se mexer. Na época eu fazia faculdade em Belo Horizonte e tinha um professor de filosofia que era também um estudioso em paranormalidade, espiritismo e coisas do gênero. Perguntei o que ele achava daquilo.
Ele falou que havia várias possíveis explicações para o ocorrido: ilusão de ótica, telecinese, interferência espiritual, alucinação… (acredito mais nessa última).

A bem da verdade eu simplesmente não sei explicar o que ocorreu, mas isso mudou minha forma de encarar histórias de disco-voador, milagres, fantasmas, experiência pós morte etc. Não duvido de mais nada. Não acredito, nem desacredito.

Logicamente que há muita farsa, muita mentira, muita gente que se utiliza da ingenuidade alheia, mas o mundo tem enigmas indecifráveis ainda hoje, apesar de toda a tecnologia moderna.

É como ocorre no caso dos ufos. A aeronáutica de vários países confirma a existência de objetos e luzes quer cortam o céu com frequência. Mas, por outro lado, afirmam não saber exatamente do que se trata.

Como disse William Shakespeare, "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que a
filosofia dos homens possa imaginar".

Sandro Mendes (jornalista formado pela PUC de Belo Horizonte)

Esta entrada foi publicada em Geral. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe um comentário