Ronildo Prudente – músico, compositor, ator, cronista, poeta e escultor é sem dúvida o artista mais completo do Sul de Minas. Sua faceta mais conhecida é a do Chico Cica, um caipira matuto criado e interpretado por ele em mais de 300 apresentações nas mais diversas cidades de Minas Gerais.
Mas Ronildo é muito mais do que isso. É uma jóia rara, uma pedra preciosa que o Brasil não descobriu ainda. Está aqui, escondido no Sul de Minas, encantando quem o conhece, seja pelos seus múltiplos e imensos talentos, seja pela sua humildade e simplicidade tão grandes quanto.
É um querido amigo de longuíssima data. Recentemente estive com ele em Três Corações. Ele estava em um galpão do projeto cultural Viraminas, em um bairro novo da cidade.
Pernilongo ali é o que não falta. Era de noitinha, a gente conversava e a pernelongada vinha de turma, de cardume mesmo. Viravam até cambota. E tudo tocando aquele violino. Era uma orquestra, uma quadrilha. Ronildo, que tem horror do bicho, já deixa um frasco de repelente de prontidão em cima da mesa. Ele e minha mulher disputavam quem usava mais repelente.
Tinha tanto pernilongo que comecei a ficar preocupado. Era perigoso a gente pegar dengue, zika, febre amarela e chikungunya tudo de uma vez só.
Ronildo, com seu humor e ironia de sempre, soltou essa:
– Rapaz, essa pernelongada daqui é impossível. Nunca vi igual. São tão espertos que eu liguei aparelhos de repelentes em todas as tomadas e não adiantou. Os danado foram lá fora e desligaram o relógio da Cemig.
Frase da semana: “Todos esses que aí estão atravancando meu caminho, eles passarão… Eu passarinho!” (Mário Quintana)
Sandro Mendes (jornalista formado pela PUC de Belo Horizonte)






















