Comércio varejista demitiu mais do que a construção civil e a indústria, em Belo Horizonte
A Frente Parlamentar de Defesa do Comércio, dos Lojistas e dos Serviços de Minas Gerais, presidida pelo deputado Antônio Carlos Arantes (PSDB), tendo como vice-presidente o deputado Felipe Attiê (PP), e empresários líderes do setor se reuniram nesta segunda-feira (31/08/15) com o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Adalclever Lopes (PMDB).
Participaram o presidente da Associação Comercial de Minas (ACMinas), Lindolfo Paolielo; a vice-presidente da ACMinas, Cláudia Mourão; o presidente da Câmara dos Diretores Lojistas (CDL-BH), Bruno Falci, e o assessor Edílson Cruz; a gerente-geral da Fundação CDL (FCDL), Rita Corcera, que representou o presidente Frank Sinatra, e o diretor da Federação das Associações Comerciais e Empresarias de Minas Gerais (Federaminas), Fernando Abreu, que representou o presidente Emílio Parolini.
Liderados pela ACMinas, o presidente Lindolfo Paolielo entregou ao presidente da ALMG um documento propondo alterações na Legislação Estadual para a simplificação do sistema tributário vigente no Estado. “Aqui estão estudos, contribuições para a realização de um trabalho que se baseia na simplificação tributária. Este é o único estímulo que queremos: o fim da burocracia. Assim, o Estado deixa de ser a mão invisível pesando sobre a economia”, afirmou Paolielo.
O deputado Antônio Carlos Andrade pediu ao presidente Adalclever para levar a proposta dos empresários ao Governador do Estado. “A hora é do diálogo. O comércio varejistas e os prestadores de serviços já demitiram quatro vezes mais que a construção civil e duas vezes mais que a indústria. Então, a situação é gravíssima. Com a crise na mesa e nos bolsos dos mineiros o governador precisar ouvir a voz do empresariado.
Presidente da Assembleia Legislativa propõe Ciclo de Debates
Para Adalclever Lopes, o País sofre de falta de diálogo entre o Governo e o empresariado. “Nossa principal tarefa é ver o empresário como parceiro e não como caixa eletrônico”. Como uma forma de começar a reverter esse quadro, ele propôs a realização de um Ciclo de Debates para ouvir o que os empresários têm a dizer e convidá-los a participar da construção da legislação estadual.
Os deputados Antônio Carlos Arantes e Felipe Attier e os empresários presentes aceitaram a proposta e se comprometeram a trabalhar para a realização dos debates.
Relatos dão dimensão da crise
Os empresários presentes acreditam que a crise enfrentada pelo Brasil é ligada à falta de confiança dos consumidores. Para o presidente da CDL, Bruno Falci, “esta é uma crise moral que se tornou financeira. É hora do governo incentivar os empresários a não ficar de braços cruzados”, enfatizou. Cláudia Mourão, empresária do setor de moda, complementou dizendo que “as pessoas continuam tendo recursos para consumir, mas não o fazem com medo do futuro. Isso não significa que vamos todos fechar as portas”, explicou. Fernando Abreu, da Federaminas, lembrou que uma crise se faz com medo e comunicação indevida. Isso cria uma expectativa negativa e afasta os compradores”. Rita Corcera, da FCDL, garantiu que sem vender e com excesso de tributos o empresariado fica sufocado. A burocracia é imensa”. E Edílson Cruz reafirmou que “a queda do consumo vem do medo de comprar”.

























