Justiça começa a ouvir testemunhas e acusados de morte de criança

Garoto morreu quando passava Natal na casa do pai em Pouso Alegre, MG.
Familiares são acusados de homicídio culposo e negligência

A Justiça começou a ouvir ontem(12) no Fórum de Pouso Alegre, testemunhas e acusados da morte de um menino de 3 anos de idade. Davi Rodrigues Palma morreu afogado na piscina da casa do pai em dezembro de 2013. Segundo o promotor Fabiano Laurito, ontem foi feita a oitiva de testemunhas envolvidas na denúncia e também a defesa. Os acusados deverão ser ouvidos em uma próxima audiência que ainda não tem data marcada.

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De acordo com o inquérito, o garoto passava o feriado de Natal em Pouso Alegre e estaria na companhia do pai, da madrasta e outros familiares quando se afogou na piscina no dia 23 de dezembro de 2013. Na época, a mãe da criança, que mora em Itajubá, relatou ter ficado sabendo da morte do filho quando o velório já estava sendo realizado. Ela acusou o pai da criança de negligência e registrou o caso na Polícia Civil e no Ministério Públic0.

O inquérito da Polícia Civil concluiu que o pai e a madrasta não tiveram culpa na morte da criança e que o menino morreu em razão de um acidente. No entanto, ao receber e analisar a documentação apresentada, o Ministério Público discordou e ofereceu uma nova denúncia, indiciando o pai e a madrasta por homicídio culposo. Para a promotoria, teria havido negligência na morte do menino.

Na ocasião da morte da criança, a mãe disse que só ficou sabendo da morte do filho por terceiros, já que estava viajando. Quando chegou a Pouso Alegre, o corpo do menino já estaria sendo velado. A mãe então teria procurado por boletins de ocorrência na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, mas não encontrou. Segundo a mãe, o pai e a madrasta disseram ter levado o menino ainda com vida para o Hospital Samuel Libânio, mas ele não teria resistido.

“As versões dessa história são divergentes e até hoje eu não sei o que aconteceu com o meu filho”, disse a mãe, Roseli Rodrigues, momentos antes de seguir para a audiência.

A mãe acredita que houve negligência na morte do filho, porque o ex-marido não teria conseguido explicar como o menino se afogou. Uma mulher, que não quis se identificar, disse ter visto o menino jogando bola momentos antes de cair na piscina.

O promotor Fabiano Laurito, que apresentou à justiça a denúncia sobre o caso, explicou que, embora o inquérito policial tenha isentado de responsabilidade os familiares da criança, há indícios de que o acidente poderia ter sido evitado. “Ambos foram denunciados por terem negligenciado e praticado atos de imprudência com relação à criança”, disse.

O pai do menino, Rodrigo Palma, foi contatado por telefone e declarou que só vai se pronunciar sobre o caso diante do juiz.oferecimento-acougue-bife-de-ouro1

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