Agricultores se preparam para temporada de azeite no Sul de Minas

Produção deve aumentar 500% na safra que termina em fevereiro de 2015.
Na região da Mantiqueira, 60% do azeite é extraído em Maria da Fé.

Os termômetros ultrapassando os 30°C nas primeiras semanas de outubro destoam do clima frio que dá fama a Maria da Fé mas têm feito a alegria dos agricultores. As temperaturas mais altas e o clima úmido depois do inverno marcado por geadas são os ingredientes que faltavam para garantir mais um ano produtivo para a safra de azeite. Logo as miúdas flores que adornam as árvores de pequeno porte espalhadas por bairros rurais e ruas do centro da cidade sulmineira começarão a gerar as azeitonas usadas na extração do óleo.

“Do jeito que vai, vamos chegar a 50 mil litros na safra de fevereiro de 2015”, comemora o presidente da Associação de Olivicultores, Nilton Caetano de Oliveira. “Estamos na fase final da floração das oliveiras e nesse período tem que fazer calor”, explica.

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A 1.200 metros de altitude, no meio da Serra da Mantiqueira, está o coração de uma promissora produção. Seis anos atrás, Maria da Fé comemorava a primeira extração de azeite extra virgem genuinamente brasileiro. A acidez baixíssima, que chega a 0,2%, coloca o óleo nacional entre os melhores do mundo, de acordo com os pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

“Na década de 1940, a fazenda experimental instalada aqui em Maria da Fé começou a desenvolver pesquisas para adaptar as oliveiras à região. Foram criados cultivares novos que hoje são característicos do Brasil”, conta o engenheiro agrônomo Adelson Francisco de Oliveira.

O trabalho da Epamig mostrou que o clima do município com cerca de 14 mil habitantes, que tem inverno e verão bem demarcados, se assemelha ao ambiente que favorece as tradicionais plantações de oliveiras no Mediterrâneo. Depois de décadas de estudo, os pesquisadores da fazenda experimental sediada em Maria da Fé conseguiram fazer as adaptações necessárias para que a cultura do azeite vingasse também longe da Europa.

Adelson fez parte dessa equipe, hoje integrada por novos pesquisadores como Luiz Fernando Oliveira, coordenador do núcleo tecnológico de azeitona e azeite da Epamig de Maria da Fé. É ele que, muitas vezes, acompanha os visitantes por um passeio pelas 15 mil oliveiras plantadas em uma área de 20 hectares.

“Aqui cuidamos de todas as etapas da produção do azeite, do manejo da planta ao processamento do óleo”, mostra Luiz. “O azeite não é como o vinho, que, quanto mais velho melhor. Para ter qualidade, ele precisa ser fresco. Por isso a acidez do azeite da nossa região é pouco ácido, porque fazemos a extração em menos de 24 horas após a colheita”, observa.Oferecimento Drogaria do Vale 2

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