Em Cristais, policiais militares escutaram um forte explosão na cidade. Julgando ser uma tentativa de explosão de caixa eletrônico, acionaram imediatamente o cerco bloqueio nas cidades adjacentes e deslocaram para saída da cidade, em perseguição a um veículo que saiu do centro em alta velocidade.
Próximo ao trevo de Cristais, uma guarnição vinda de Campo Belo deparou com um acidente, feita abordagem constatou-se a presença de uma pessoa presa às ferragens, e verificou-se tratar de Paulo Henrique Ramos, vulgo Macaco, com várias passagens pela polícia.
No veículo foram encontradas duas alavancas utilizadas para arrombar porta de bancos, munições calibre 12 e 38, e um rádio HT.
Com apoio de uma equipe de Lavras, comandada pelo Ten Cel Claret, comandante do 8º Batalhão, e apoio do canil e de uma aeronave, foi iniciada a captura dos três outros marginais que fugiram por um matagal, antes da abordagem.
Após 3 horas de buscas, os três marginais da quadrilha foram localizados num brechó, próximo ao município de Aguanil, há mais de 8 quilômetros do acidente.
São eles: Luis Henrique Pereira Peixoto, Luis Felipe Pereira dos Santos e Elbert Antônio Lopes. Com eles a Polícia Militar encontrou uma escopeta calibre 12, uma pistola 380 e um revólver calibre 38, além de dois coletes, seis munições calibre 12, doze calibre 38, e vinte de calibre 380.
O veículo da quadrilha era produto de furto na região metropolitana de Belo Horizonte e há suspeita da participação da quadrilha em outras explosões.
Quando a ocorrência já estava por se encerrar, a PM abordou um veículo de Divinópolis no trevo da cidade de Aguanil. No interior foi encontrado um casal, sendo que o rapaz possuía várias passagens por furto e assalto, e a mulher era casada com um dos marginais presos pela PM.
O casal confessou que veio a Aguanil para resgatar os comparsas que estavam no matagal.
Foi acionada a PM em Divinópolis e na casa da mulher foram encontrados rádios transceptores, uma motocicleta suspeita de ser utilizada em assalto na cidade, uma porção de maconha, além de documentos pessoais de membros da quadrilha.
A operação contou com a participação de 35 policiais militares, e foi uma pronta resposta as explosões de caixa eletrônico no Sul de Minas, com a prisão de toda quadrilha sem necessidade de se efetuar um disparo sequer.
Ao retornar com a quadrilha para a cidade de Cristais a população aplaudiu a PM pelas ruas da cidade.




















