O que a Cidadania espera dos nossos “Administradores” para 2012?

Quem nunca ouviu ou presenciou as múltiplas necessidades sociais e as constantes faltas e falhas no atendimento disso, daquilo outro e demais formas de humilhações acometidas pela cidadania no espaço público?

A indignação frente aos fatos não tem levado, por hora, à constituição de um ciclo continuado de transformação de valores e atitudes da gestão pública municipal, por mais impotente e refém o cidadão fica diante dos vícios do poder.

Não significa “reformar” políticos, mas renovar seus conteúdos e inovar seus caráteres numa linha politizante e cidadanizante desvinculada das práticas clientelistas e assistencialistas disseminadas ao longo da história do Brasil.

Então, como ir além da indignação, das visões imediatistas sobre os problemas da administração pública costurando com o povo uma agenda continuada de ações politicamente correta em parceria com o seu excluído beneficiário: A cidadania?

Essas respostas são e serão os grandes desafios desta nova “democracia digital” em vencer o dilemático jugo da ditadura do “canetaço” contrários às prioridades das demandas sociais?

Muitos “cidadãos”, também, observam passivamente estes cíclicas omissões e negligências do poder, porém aproveitam de suas frágeis “espertezas” em tirar benefício da própria desorganização do sistema, viciando-o ainda mais.

Daí, como construir uma democracia plena, se no fundo muitos “cidadãos” pensam, também, simplesmente em si? E quando aparece alguém tentando melhorar o sistema social a “pão e água”, logo é tolhido na sua missão na base da coação ou cooptação política.

Assim, qual ou quais serão os caminhos a seguir para moralizar a administração municipal, da nossa cidade?

Sugerimos algumas reflexões para ser repensada por todos e realizada neste 2012: Precisamos de atitudes sociais mobilizadoras e desconcentradoras de poder esvaziando os “chefes” e inflando líderes; Construir um diagnóstico amplo da sociedade apartir do seu próprio bairro, além de criarmos coalizões pela cidade com lideranças políticas e sociais de forma aberta e não tão partidarizada.

Entretanto, estas ações precisam ser coordenadas, porém não totalmente conduzidas pela classe política, mas diluindo esta responsabilidade com a sociedade civil organizada no sentido de fortalecer um controle social atuante e solidário com resultados e não espetáculos para a coletividade.

Portanto, é necessário concentrar-se nos “serviços básicos” e não sair pirotecnizando as benfeitorias públicas como se fossem ganhos políticos e não para a cidadania em si, ou seja, um ganho de todos para todos.

Quem sabe assim, não poderemos sonhar com um 2012 melhor à nossa cidade com menos vaidades e mais trabalho pela justiça social.

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