Jandyra Adami presta homenagem a nossa querida Dª Edméa

Santa Rita do Sapucai está de luto. Faleceu sua mais dedicada filha (embora tenha nascido em Pedralva, considerava-se santarritense de coração) D.Edméa Sodré Azevedo Carvalho
D.Edméa viveu quase um século e deu tudo de si para ajudar ao próximo. Foi professora primária, quando eu a conheci de nome, pois meu irmão falava muito nela e não deixava passar um Dia do Professor sem ir à sua casa  levar-lhe um bouquet de rosas.

Desde mocinha viveu para ajudar. Fazia parte de todas as Diretorias de Casas de ajuda ao pessoal carente. Era animada e comparecia em todas reuniões que marcavam.

Foi fundadora de nossa Academia de Letras,Ciências e Artes-ALCA- depois de muitos ano pensando no assunto.

Felizmente conseguiu seu objetivo e permaneceu muito tempo cuidando de tudo e convidando poetas, artistas plásticos, para ingressarem na Academia. Tive a honra de ser chamada para compor a Diretoria, à época da fundação, em 1985, e assim, D.Edméa, lançou-me como escritora, pois eu já tinha 1 livro publicado.

Cresci admirando esta pessoa maravilhosa, que criou uma família, junto com senhor Edmur Carvalho, 6 filhos,  que foram crescendo e sendo educados pela mãe e professora. Era uma escadinha de crianças lindas:  Ronaldo (nosso ex-prefeito-ex Deputado Federal)-Mônica-Rosângela-Consuelo-Flávio e Beatriz.

Todos de boa índole, formados, casados, que deram à ela maravilhosos netos, também inteligentes e educados.

Há pouco tempo, quando eu escrevia a coluna Fala…Beagá… no jornal da cidade, fiz um comentário que D.Edméa merecia um nome de rua EM VIDA. (como acontece em Nepomuceno com o Dr Ruben Ribeiro, um grande amigo que fiz quando lá trabalhei na Coletoria Federal) Mas, não aceitaram minha idéia.

Ninguém mais do que ela deveria ter seu nome numa placa de rua, ainda em vida.

Era uma pessoa de memória incrível, presente em todos aniversários e Natais, com um cartão, um telefonema.

Éramos amigas/ irmãs. Quando chegava carta dela ou cartão era uma alegria, ver aquela letra firme, bonita, com palavras sinceras que só ela sabia escrever. Sua voz era macia como uma brisa que passa pela nossa face.

Estou em estado de choque. Como dizia, eu sempre pensei que mãe da gente não morre… até que num 05 de  agosto de 1980 minha mãe partiu e levou um pedaço de mim.

Agora sinto a tristeza da perda da amiga e penso nos filhos, os seis vivos, graças a Deus. Este Deus que Lhes dará o conforto, forças para aguentar tamanho vazio, uma tristeza enorme que, aos poucos, vai virando saudade  eterna.

Há 9 dias ela comemorava, toda feliz, seus 95 anos. 

Como disse Victor Hugo:
“E é assim que, no mesmo instante em que dizemos:  já se foi”, no mais além, outro alguém dirá feliz:  “já está chegando”.
 Chegou ao destino levando consigo as aquisições feitas durante a viagem terrena.
A vida jamais se interrompe nem oferece mudanças espetaculares, pois a natureza não dá saltos.
A vida é feita de partidas chegadas. De idas e vindas. 
Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros 
é a chegada.”


Lá estarão seu querido Edmur, seus irmãos e cunhados(as), a família toda rejubilando-se com a chegada de EDMÉA ao reino dos céus.
E meu irmão,que partiu em outubro de 2011, o Bimbo,  estará também, juntos aos familiares, abraçando a sua eterna PRIMEIRA PROFESSORA, aquela que a gente jamais esquece.
Meu abraço de pesar a toda família, filhos,noras,genros,netos e meu compadre e padrinho Décio, colega de  Academia, que tinha na irmã uma segunda mãe.
E eu tenho o privilégio de dizer: D.EDMÉA ERA MINHA GRANDE AMIGA.
Belo Horizonte-20 de fevereiro de 2012
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