As chuvas já deixaram 10 mil desabrigados ou desalojados em Minas Gerais. A defesa Civil já confirmou seis mortes e procura por quatro pessoas desaparecidas. Já são 53 municípios em situação de emergência.
O centro de Ponte Nova praticamente submergiu. Quatro das cinco pontes da cidade estão interditadas. O Rio Ipiranga está oito metros acima do nível normal.
O abastecimento de água está suspenso. O serviço médico e a coleta de lixo também estão prejudicados. Segundo a defesa civil, cerca de 8 mil pessoas estão desalojadas e desabrigadas na cidade e 800 imóveis foram danificados.
Em Belo Vale, o rio Paraopeba está 10 metros acima do nível normal e 430 pessoas estão desalojadas ou desabrigadas. Em Ouro Preto, os bombeiros continuam procurando o corpo de um dos taxistas soterrados pela queda de uma encosta.
O nível do Rio das Velhas baixou um pouco em Sabará, mas para os moradores do bairro Roça Grande, a situação continua a mesma: há três três dias ninguém passa por uma rua tomada pela água.
Cerca de 50 famílias não conseguiram voltar para casa em Raposos, especialmente quem vivem nos bairros da parte mais baixa da cidade, que ainda está isolada. A avenida que passava ao lado do Rio das Velhas foi invadida e tomada pela água.
Em Mário Campos, o Rio Sarzedo subiu tanto que a ponte que dá acesso a outros municípios desapareceu. De muitas casas, só é possível ver a ponta do telhado.
As famílias desabrigadas na cidade são levadas para escolas públicas, onde as salas de aula se transformaram em moradias. Seu Manuel, de 77 anos, perdeu tudo. A filha dele conseguiu recuperar alguns móveis. Eles moram em um terreno que ficou completamente coberto pela água. “Hoje eu já acordei desesperada. É muito sofrimento, só quem passou, sabe o que é”, diz uma desabrigada.
As compotas de uma barragem no centro oeste de Minas estão abertas para dar vazão a água. Ha risco de inundações em Carmo do Cajuru. A estação de tratamento de água foi alagada, prejudicando 90 mil pessoas.



















