Polícia Militar apreende armas furtadas

imageEm São José do Alegre, a Polícia Militar após diversos contatos comunitários com moradores do bairro Olegário Maciel, Ribeirão Vermelho e Fundão, sobre o furto ocorrido no dia 31/07/11, os militares de São José do Alegre e Piranguinho, localizaram no meio de uma mata a beira do rio; 02 (duas) armas de fogo sendo 01 espingarda escopeta calibre 16 e 01 espingarda polveira calibre 22, além de 01 violão. O material encontrado foi reconhecido como objetos furtados.
Diante do exposto o material foi apreendido e encaminhado para Delegacia de Polícia Civil de Pedralva.

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1 Response to Polícia Militar apreende armas furtadas

  1. Avatar de equívoco equívoco disse:

    RONALDO CUNHA LIMA

    O instrumento do crime que se arrola
    Neste processo de contravenção,
    Não é faca, revólver ou pistola.
    É simplesmente, Doutor, um violão…

    Um violão, Doutor, que em verdade
    Não matou, nem feriu um cidadão.
    Feriu, sim, a sensibilidade
    De quem o ouviu vibrar na solidão!

    Um violão é sempre uma ternura,
    Instrumento de amor e de saudade.
    O crime a ele nunca se mistura,
    Entre ambos inexiste afinidade.

    O violão é próprio dos cantores,
    Dos menestréis de alma enternecida,
    Que cantam as mágoas que povoam a vida,
    E sufocam as suas próprias dores!

    O violão é música e é canção.
    É sentimento, é vida, é alegria.
    É pureza e néctar que extasia.
    É a dor espiritual do coração!

    Seu viver, como o nosso, é transitório,
    Mas seu destino, não! Se perpetua.
    Ele nasceu para cantar na rua
    E não pra ser arquivo de cartório!

    Mande soltá-lo pelo amor da noite,
    Que se sente vazia em suas horas,
    Pra que volte a sentir o terno açoite
    De suas notas leves e sonoras!

    Libere o violão, Doutor Juiz,
    Em nome da Justiça e do Direito.
    É crime, porventura, o infeliz
    Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?

    Será crime, afinal, será pecado,
    Será delito de tão vis horrores,
    Perambular na rua o desgraçado
    Derramando na praça suas dores?

    Mande, pois, libertá-lo da agonia
    (a consciência assim nos insinua),
    Não sufoque o cantor que vem da rua,
    Que vem da noite pra saudar o dia.

    É o apelo que aqui lhe dirigimos,
    Na certeza do seu acolhimento,
    Juntada desta aos autos nós pedimos,
    E pedimos, também, DEFERIMENTO…

    * * *

    O despacho do Juiz:

    ARTHUR MOURA
    Juiz da 2ª Comarca de Campina Grande

    Para que eu não carregue
    Remorsos no coração,
    Determino que se entregue
    A seu dono o violão!

    * * *

    Segunda versão do despacho:

    AFONSO NUNES DE SENA
    Juiz de Direito

    Recebo a petição escrita em verso,
    E despachando-a sem autuação,
    Verbero o ato vil, rude e perverso,
    Que prende, no cartório, um violão.

    Emudecer a prima e o bordão
    Nos confins de um arquivo, em sobra imerso,
    É desumana e vil destruição
    De tudo o que há de belo no universo.

    Que seja solto, ainda que a desoras,
    E volte à rua, em vida transviada,
    Num esbanjar de lágrimas sonoras.

    Se grato for, acaso, ao que lhe fiz,
    Noite de lua, plena madrugada,
    Venha tocar à porta do juiz.

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