“Simplória & Finório” atacam costureira em Pouso Alegre

O significado histórico da expressão “Conto do Vigário”, contá-lo-emos noutra ocasião. E certamente oportunidade não vai faltar, nesta época em que alguns milhões de reais deverão passar literalmente pelas mãos de milhares de pessoas incautas que crescem os olhos diante da oportunidade de ganhar uma bufunfa extra sem fazer força.

Antes de contar o fato ocorrido ontem em Pouso Alegre, vamos contar quem está sujeito a cair neste centenário embuste teatral encenado geralmente por duas pessoas – “Simplório & Finório”- que tomam dinheiro tanto do matuto quanto do astuto, dependendo apenas da ambição de cada um deles. Já vimos casos de lavradores, domesticas professoras, policiais aposentados, advogados, comerciantes, psicólogos, bancários, homens e mulheres e até uma vivida ‘perua’ viúva que vivia de agiotagem. Ela entregou 28 mil reais limpinhos a uma dupla de vigaristas com a promessa de receber dali a minutos 300 mil, como num passe de mágica. Depois foi toda revoltada à delegacia de policia queixar-se que fora dopada e assaltada.

Simplória, morena, obesa de cabelos lisos entrou numa loja da Com. Jose Garcia no centro e Pouso Alegre e como quem não quer nada deixou cair aos pés da distraída costureira I.N.Z, 59 anos uma carteira, contendo documentos e cheques. A costureira gentilmente abaixou-se pegou a carteira e quando devolve-la  à Simplória, apareceu “Finório”. O cidadão moreno baixo, bem vestido e boa prosa, foi logo dando “graças a Deus você achou minha carteira” . “ Está cheia de cheques que eu ia depositar no banco”, “ainda bem que foram pessoas tão simpáticas e honestas que acharam minha carteira”, dizia ele. E por aí foi. Depois de alguns minutos de 171 na porta da loja, “Finório” prometeu dar uma gorda recompensa às duas mulheres por ter devolvido sua carteira. Simplória, que naturalmente estava em conluio recebeu um bilhete assinado por ele foi a uma loja alio perto buscar seu premio. Voltou rapidamente, toda sorridente exibindo a bufunfa. Aí foi a vez da costureira pegar o bilhetinho pra ir também na loja buscar sua recompensa por ter achado sua carteira. Só que para isso ela tinha que deixar com eles, ali na porta da loja sua bolsa, com 1200 que ela acabara de sacar no banco. E vocês acreditam que ela deixou a bolsa com a dupla de vigaristas e foi buscar a ‘recompensa’…? Pois foi. Não demorou cinco minutos para ela cair na real e descobrir que não havia recompensa e menos de cinco minutos para se dar conta de que caira no ‘conto do vigário’. Em cinco minutos também, Simplória & Finório já haviam dobrado a serra do cajuru, talvez em direção à Santa Rita, para aplicar mais um “Conto do Vigário” nalgum olho grande que não pode ver dinheiro facil….

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