Combate à violência, diminuição dos índices de repetência, conquista de novos espaços e parcerias. Em todos estes casos, o caminho para alcançar bons resultados é o mesmo: uma gestão escolar eficiente.
E é para divulgar os bons exemplos que acontece o Prêmio Gestão Escolar, homenagem concedida pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), pela União Nacional dos Dirigentes de Educação (Undime) e pela UNESCO e promovido pela Fundação Roberto Marinho.
O Prêmio incentiva o trabalho realizado por escolas que investem e acreditam no potencial de seus alunos nos mais distantes pontos do Brasil. Os diretores das ganham um diploma de Liderança em Gestão Escolar e recebem como prêmio a participação em viagem de intercâmbio no Brasil, ou no exterior. Dentre essas escolas, a que for selecionada para o primeiro lugar recebe ainda um prêmio de dez mil reais, concedido pela Fundação Roberto Marinho. Apoiam ainda a Gerdau, Unicef, Fundação Ford e Fundação Victor Civita.
A premiação acontece dia 11 de novembro e o Jornal Futura estará presente, com um programa especial, gravado em sete cidades pelo país. Vai ao ar às 17h.
Conheça abaixo um pouca da história das finalistas:
Começamos com a Escola Estadual Joca Costa, em Dianópolis (TO), instituição de ensino fundamental que abriga duzentos e dezoito alunos. Para resolver o drama do excesso de faltas, a criatividade e o engajamento das famílias foi peça-chave. Foi assim que foi criada a “mãe madrinha”, responsável por fiscalizar os faltosos. Elas chegam a ir a casa dos alunos, para checar se todos estão bem. A escola é exemplo de como a participação dos pais pode ser essencial para o crescimento dos alunos. Criatividade também entra em sala: entre lições de ciências, matemática e português, a professora ensina a fazer uma receita de mousse de maracujá.
Cooperação é o lema da Escola Estadual Luíza Batista de Souza, no Rio Branco, (AC). A instituição é de ensino fundamental, de jovens e adultos e conta com mil cento e oitenta e seis alunos. Lá, os funcionários participam não só da limpeza e arrumação, mas interagem com os alunos, criando um clima de amizade nas salas. E é este clima bom que Joana Adrian, de oito anos, mais elogia. Deficiente audiovisual, ela conta com o carinho dos professores, que passam a matéria em letras grandes para que ela possa enxergar.
Cultura, reciclagem e internet
Inserção na realidade local, aulas de dança e conscientização ambiental na Escola Estadual Tomé Francisco da Silva, em Quixaba (PE). A instituição é de ensino fundamental e médio e abriga setecentos e dez estudantes. Para os visitantes que entram na turma da terceira série, a surpresa de ver a professora no meio de uma verdadeira “contação” de histórias, com a ajuda de desenhos e divertidos personagens. A ideia é fazer os alunos mergulharem no universo dos livros. Campanhas de reciclagem de lixo também fazem parte do cotidiano.
Na Escola Estadual Professora Ada Teixeira dos Santos, em Campo Grande (MS), instiuição de ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos que abriga novecentos e oitenta e seis estudantes, a palavra-chave é modernidade. A comunicação é usada como ferramenta para o aprendizado e os estudantes filmam, entrevistam pessoas da comunidade e publicam o resultado em uma página na internet. Lá também foi montado um pequeno espaço que serve como estúdio para uma rádio, que vai ao ar durante os intervalos. Isto tudo em uma escola localizada em uma das regiões mais violentas da capital
A Escola Estadual Doutor Luiz Pinto de Almeida, em Santa Rita do Sapucaí (MG) é uma instituição de ensino fundamental e conta com mil duzentos e trinta estudantes. A rotina desta escola não acaba com o fim do horário. Quando a aula termina, começa uma outra jornada dos alunos a uma escola profissionalizante de eletrônica. A região, que abriga pequenas indústrias do setor, recebe o apelido de Vale da Eletrônica. A integração com a comunidade também acontece no centro de assistência psicossocial, onde alunos ajudam os portadores de transtornos mentais a terem dias mais felizes.
Por fim, a Escola Estadual Dom Bosco, em Lucas do Rio Verde (MT), instituição de ensino fundamental e médio que abriga dois mil estudantes. Nesta escola, a solução criada para os altos índices de reprovação e defasagem na aprendizagem foi o método da auto avaliação: os próprios estudantes respondem por seus desempenhos. Para tanto, o empenho da família foi fundamental. Outra prática importante está ligada ao meio ambiente, com coleta e estudos de amostras de água como parte das aulas de laboratório.
Jornal Futura





















Ganhou o prêmio!!! Parabéns!