Polícia ainda não tem provas de que menina ficou em cárcere privado
A estudante de Varginha que ficou três dias desaparecida e que foi encontrada nesta quinta-feira (22) nas ruas da cidade prestou depoimento durante a tarde. O delegado Wagner Martins Guimarães disse que não há provas suficientes de que ela foi mantida em um cárcere privado.
A menina tinha comparecido mais cedo à delegacia, mas passou mal e foi levada de ambulância para o hospital. Parentes da menina também foram chamados para prestar depoimento.
O casal suspeito de manter a menina em cativeiro foi ouvido e chegou a ser transferido para o presídio de Varginha, mas de acordo com o delegado, o homem e a mulher devem ser liberados ainda nesta quinta.
O caso
A estudante de 18 anos estava desaparecida há três dias e foi encontrada em estado de choque e andando sozinha por uma rua de Varginha. O caso estava sendo investigado há dois dias, depois que os pais da garota fizeram a denúncia do desaparecimento. Na manhã desta quinta, policiais foram até uma casa no Bairro da Vargem onde a estudante teria sido mantida em cativeiro e prenderam um casal suspeito de praticar o sequestro.
Na casa alugada há dois meses foi encontrado apenas um colchão, mas o relógio e o material escolar da jovem estavam no local, além de medicamentos que, segundo a polícia, foram usados para dopar a estudante.
O homem preso nega o seqüestro e afirma que a estudante é amiga pessoal dele e que foi espontaneamente até o local porque queria dar um susto na família. Uma mulher, que preferiu não se identificar, conta que ouviu gritos e choro na casa durante a madrugada.
A garota foi encaminhada para o Hospital Bom Pastor, onde ficou em observação. O delegado Antonio Carlos Butgnon disse que será instaurado um inquérito, porque o casal fez contato com a família, mas não pediu resgate.

























